Volta às aulas: professora conta inseguranças sobre nova rotina com crianças

Profissionais da área da educação estão enfrentando diversas mudanças e adaptações, desde que as escolas foram fechadas no início da pandemia no Brasil. Entenda como eles estão lidando com as novas normas de segurança, de volta para as salas

Resumo da Notícia

  • Professores enfrentam inseguranças na volta as aulas
  • Crianças em Manaus voltam para o ensino presencial
  • Como lidar com as adaptações sem comprometer a aprendizagem

Desde que foi decretado a pandemia do coronavírus, as autoridades brasileiras decidiram que fechar as escolas era a decisão ideal, para preservar a saúde dos alunos e funcionários. Uma vez que muitas crianças são assintomáticas quando infectadas com o coronavírus, o espaço de ensino se tornou uma grande ameaça para proliferação da doença. No entanto, com a flexibilização da quarentena em diversos estados, a cidade de Manaus, Amazonas, decidiu liberar a retomada das aulas presenciais.

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Retorno das aulas presenciais em Manaus, se torna um grande desafio  (Foto: Getty Images)

Segundo uma entrevista feita pelo Universa, a notícia da retomada das aulas não foi algo fácil de lidar para os professores que estavam se ajustando a nova rotina em quarentena. “Foi muito precipitado. Eu pensava: como vamos voltar nessa situação? Será que fiquei quatro meses em casa em vão?”, contou a professora Jéssica, que da aula de inglês para alunos do ensino médio e ensino fundamental (quarto e quinto ano) em uma escola particular.

Vivendo em um apartamento com os pai hipertenso e a mãe com câncer, Jéssica teve que encarar o medo e as crises de ansiedade ao voltar para o trabalho no dia 20 de julho. Onde ela trabalha, somente 8 de uma turma de 22 alunos, compareceram ao ensino presencial. Mesmo com a disponibilidade de testes para todos os professores, álcool em gel em todos os ambientes e medidas rígidas de segurança, o medo ainda é uma realidade. “O corpo docente estaria imune, mas não sabemos a realidade dos alunos, se contraíram ou não, se têm coletores, se estão assintomáticos“, explicou.

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Jéssica, que recebeu a notícia da volta das aulas presenciais da rede publica no dia 10 de agosto, precisou enfrentar uma realidade ainda mais difícil. “Estamos totalmente expostos ali. Estou fazendo de tudo para nem manusear o caderno. O material de higienização que o governo dá é o mínimo. Nossa preocupação é se vai ter o básico por muito tempo, como álcool em gel e sabão”, contou ela, que está sofrendo com o dobro do trabalho e a frustração de um ambiente perigoso para todos.

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