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Menina em tratamento de quimioterapia veste fantasias de princesa diferentes para cada sessão

Lilli encontrou uma forma de tornar a fase menos dolorosa

Yulia Serra

Yulia Serra ,filha de Suzimar e Leopoldo

A menina superou as expectativas dos pais e médicas (Foto: reprodução/Today)

Passar por uma quimioterapia não é um processo fácil. Por isso, uma menina de quatro anos de idade teve uma ideia para tornar as idas ao hospital menos dolorosas. Lilli Durante vai a cada uma das sessões usando a fantasia de uma princesa diferente.

A menina, hoje com cinco anos, foi diagnosticada com um câncer no olho esquerdo, que faz com que essas células danificadas se reproduzam e pode levar a cegueira se não for devidamente cuidado.

Enquanto os pais ficaram apreensivos, a pequena decidiu encontrar uma motivação. “Ela apenas sabia que tinha que tomar remédios por conta do olho doente. Tem sido realmente uma policial de cavalaria durante toda essa fase”, contou a mãe, Courtney Durante ao Today.

Lilli já passou por 20 consultas de quimioterapia e ainda não repetiu nenhum dos vestidos. Os mais famosos no consultório foram os das princesas da Disney. A menina já foi de Ariel, Cinderela, Aurora e Bela (que reforça ser a preferida).

“Ela adora usar esses vestidos grandes. Quanto maior, melhor. Quanto mais fofo e brilhante, melhor”, disse a mãe. Na falta dos figurinos das personagens da Disney, a menina já usou outros modelos cheios de glitter e babados.

Algumas roupas foram compradas pelos pais, mas com a nova tradição, amigos e familiares também ajudaram e deram alguns vestidos para que pudesse continuar inovando no guarda-roupa.

O mais interessante é que a equipe médica entra na brincadeira. Courtney inclusive falou que algumas enfermeiras a chamam de “sua majestade”. Esse carinho faz toda a diferença para a família e todos os envolvidos notam a transformação de Lilli, comparada ao início do tratamento.

E não são só eles os beneficiados pela iniciativa. De acordo com o médico Jim Felker, ela ilumina a clínica e traz essa energia para o ambiente e pessoas. O hospital acredita que ela ainda precisará de uma cirurgia no olho.

Embora o tumor tenha reduzido, ela teve uma reação alérgica na primeira sessão e precisou mudar de tratamento. Lilli ainda tem dificuldade para enxergar, precisando usar óculos e um tampão no olho durante a noite.

Com toda essa força e garra, ela ainda brilhará em outros lugares além do hospital.

 

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