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Grávida baleada na cabeça no começo do ano recebe prótese de crânio

Michelle levou o tiro à caminho do trabalho, no Rio de Janeiro

Redação Pais&Filhos

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Michele após cirurgia de colocação da prótese (Foto: G1/Reprodução)

Michelle Ramos passou por uma cirurgia no último dia 22 para a colocação de uma prótese no crânio para substituir o pedaço do osso que ela perdeu após ter levado um tiro, em 13 de janeiro de 2018, quando estava grávida de 8 meses.

Toda a história foi contada na última edição do Fantástico, que acompanhou Michelle depois do trauma e conversou com ela e com a equipe médica responsável pela cirurgia.

“E para fechar o ano com chave de ouro vem essa cirurgia, e estamos ansiosos para que ela ocorra”,  contou Wallace Araújo, marido de Michelle, antes da inserção da prótese.

Michelle, Wallace e Antônio (Foto: Aquivo pessoal)

Após a cirurgia, os médicos disseram que o procedimento tinha sido um sucesso e que esperam total recuperação da mãe, que até então sofria com terríveis dores de cabeça em decorrência da perda de pedaço do crânio. Eles alertaram, no entanto, que o corpo dela pode rejeitar a prótese o ter alguma infecção, que neste ultimo caso seria tratada com medicamentos, e em caso de rejeição, a prótese seria retirada para ser usada como molde para uma nova prótese.

Michelle ficou internada em pós operatório por oito dias e teve alta no último domingo do ano (30), para ir para casa com a família. Na ocasião, o cirurgião perguntou sobre os níveis de dores de cabeça em comparação ao pré operatório. “Não tem comparação. Está muito melhor”, respondeu, sorrindo.

Relembre o caso

Michelle Ramos estava grávida de 8 meses no início de janeiro de 2018 quando foi atingida por um tiro no rosto, durante um assalto. Em decorrência do trauma, a mãe teve que passar por uma cesária de emergência  para garantir a sobrevivência do filho e ainda perdeu parte da proteção craniana do lado esquerdo da cabeça.

Na época, Michelle e o bebê Antônio tiveram uma recuperação que espantou os médicos do Hospital Mário Lioni, em Duque de Caxias, onde estavam internados. A mãe teve alta 12 dias após o tiro e o bebê foi liberado pouco depois.

Mas, como consequência da perda de parte do crânio, Michelle passou todo o ano de 2018 com fortes dores de cabeça, que não melhoravam com remédios e a impediam de ter uma rotina normal. Assim, os médicos desenvolveram um para que Michelle tivesse uma vida sem as does de cabeça ao lado do filho e do marido.

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