Língua presa e amamentação: os sintomas podem explicar muita coisa

Tiramos algumas dúvidas da audiência, trazendo mais informações sobre o assunto

Dúvidas

  • “Meu filho tem a língua presa até hoje e creio que foi isso que prejudicou a amamentação e fez ele largar o peito com 7 dias.”, Danielle, mãe de Noah
  • “A minha filha tinha o freio curto, o que me incomodava na amamentação. Acredito que ela se adaptou. Mama super bem, ganhou mais peso e eu sem dor.”, Veridiana, mãe de Manuela
  • “Por que isso não é avaliado na maternidade? Meus dois filhos tiveram dificuldade para ganhar peso.”, Elaine, mãe de Bárbara e Lucas
Tire as suas dúvidas sobre esse tema (Foto: Getty Images)

Explicações

A língua tem papel importante na amamentação, precisando além de se movimentar, permanecer estável no suporte ao mamilo, formar um bom vácuo e participar da deglutição. Em situações onde o freio, uma membrana mucosa, é curto e não permite seu pleno movimento, algumas questões podem surgir.

Para quem amamenta, dores, machucados, ductos obstruídos, empedramentos. Para o bebê, baixo ganho de peso, dificuldade em ordenhar o leite, mamadas longas, sonolência, desmame precoce. O teste da linguinha é um exame obrigatório realizado no bebê após 48 horas do nascimento, e busca diagnosticar alteração do freio lingual, a chamada língua presa ou em termos científicos a “anquiloglossia”.

Alguns bebês fazem “ajustes” como fazer mais força no lábio para compensar a pouca movimentação da língua, ou morder o mamilo na tentativa de segurar o bico. Até conseguem mamar com essa condição, mas sem realizar as funções de maneira plena.

O músculo da língua se movimenta em combinação e sintonia com outros músculos. Por isso, a língua presa atrapalha também no desenvolvimento como um todo. A língua presa pode influenciar no desenvolvimento da face ou até no engatinhar.

Para crianças maiores, pode ainda causar prejuízos sociais pelo constrangimento de uma fala inadequada, afetando a autoestima. Quando indicada a correção, deve ocorrer o quanto antes, permitindo que a criança se desenvolva integralmente.

Existem diferentes técnicas para isso, a mais utilizada em bebês é a frenotomia (que realiza a remoção parcial do freio), por ser menos invasiva e ter rápida recuperação, permite ao bebê mamar imediatamente após o procedimento.

**Nesse mês convidamos a Dra. Mônica Gianesella, filha de Marisa e Gabriel e odontopediatra pela USP, para participar da coluna