Criança

Menina tem reação divertida ao ver mãe amamentando: “De onde sai o leite achocolatado”

Ali é mãe de Ava e de Hannah

Giovanna de Boer

Giovanna de Boer ,filha de Karen e Christiano

(Foto: Reprodução/ Facebook VT)

Quando um bebê recém-nascido chega em casa, é normal que o irmão mais velho se torne curioso ao redor do bebê com as características  intrigantes: bem pequeno, chorão e mama no peito.

A filha mais velha de Ali, Ava, fez algumas perguntas um tanto quanto inusitadas para a mãe que amamentava a filha recém-nascida, Hannah. Encantada com a irmã, Ava conversa com a bebê.

(Foto: Reprodução/ Facebook VT)

A mais velha então avisa que a irmã está mordendo o peito da mãe que está amamentando. Ali então tranquilizou Ava, dizendo que é assim “que os bebês se alimentam”. Ava apontou para a mãe e disse: “Dos seus peitos? Ali e a irmã, Stephanie, riram, e explicaram que o bebê estava bebendo leite.

A criança teve a melhor reação possível, ela disse: “De onde que sai o achocolatado? Eu não estou vendo leite com chocolate”. Nesse momento, todo mundo na sala começou a rir.

O momento foi capturado em um vídeo por Stephanie, que compartilhou no Facebook. O post ficou conhecido como o “Mistério do Leite” e já tem mais de 8 milhões de visualizações

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Estudo da OMS prova que amamentação exclusiva diminui risco de obesidade infantil no futuro

O crescimento dos casos de obesidade infantil está no mundo inteiro, inclusive na América Latina e no Brasil. Essa doença é sempre um fator de risco, mas a diferença da obesidade entre adultos e a infantil é que com as crianças, você pode agir mais ativamente na prevenção. Hoje, não existem opções medicamentosas nem cirúrgicas voltadas as crianças, mas um estudo feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado no Congresso Europeu de Obesidade, mostra que a amamentação é uma ferramenta poderosa nesse sentido: alimentar bebês com leite materno pode prevenir o excesso de peso em longo prazo.

Publicado no jornal especializado Obesity Facts, o estudo compara a associação entre a prática e a duração da amamentação com o peso da criança ao nascer e o índice de massa corporal dos participantes quando eles estavam com idades entre 6 e 9 anos. Foram usados dados de 100.583 meninos e meninas de 22 países europeus.

O resultado mostrou que, comparadas àquelas alimentadas exclusivamente com leite maternopor seis meses, a probabilidade de ter obesidade foi maior entre crianças não amamentadas ou que receberam leite humano por períodos mais curtos. Quanto maior o peso ao nascer, maior o risco de sobrepeso na infância, algo reportado em 11 dos países avaliados.

Funcionamento hormonal

A amamentação induz diferentes respostas hormonais ao corpo da criança principalmente quando comparada às fórmulas, essas últimas causando uma resposta maior da insulina, o que leva ao um armazenamento maior de gordura e ao aumento de adiposidade. Além disso, o leite humano é rico em Bifidobacteria, um grupo de bactérias intestinais menos presentes no organismo de crianças com obesidade.

“Crianças que foram amamentadas parecem ter preferências alimentares mais favoráveis, comendo mais frutas e vegetais que aquelas alimentadas com fórmulas”, diz o artigo, citando um estudo australiano de 2014.

No Brasil, a obesidade infantil também tem aumentado. Segundo a OMS, 33% das crianças de 5 a 9 anos estão com sobrepeso. Dessas, 15% já têm obesidade. As estimativas da organização são de que, em 2025, 11,3 milhões de brasileiros nessa faixa etária tenham índice de massa corporal (a divisão de peso pela altura ao quadrado) acima do considerado saudável.

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