Criança

Menino de 9 anos recebe ajuda de voluntários e o motivo é emocionante

A história de Natanael comoveu muitas pessoas

Isabella Zacharias

Isabella Zacharias ,Filha de Aldenisa e Carlos

Natanael perdeu a visão entre os 4 e 5 anos (Foto: Reprodução / Jana Menezes)

Natanael, de 9 anos, mora com seus pais e seus 5 irmãos em Recife, Pernambuco. Quando tinha 1 ano e 10 meses, ele foi diagnosticado com Retinoblastoma Bilateral, um tumor maligno que afetou seus dois olhos, levando-o à perda total da visão entre os 4 e 5 anos. A família vivia em uma casa feita de tábuas e madeira e que corria o risco de desabar.

Natanael e os irmãos foram morar em um abrigo, onde recebiam visitas dos pais aos domingos. O ABRA, um projeto de arquitetura com propósito de ajudar as pessoas, criou a campanha “Abraçando Sonhos” e se voluntariou para arrecadar dinheiro e erguer uma nova casa para a família de Natanael.

O ABRA divulgou a história de Natanael e criou uma campanha para realizar seus dois sonhos (Foto: Reprodução / Instagram @abra.arq)

O menino adora correr. Ele corre pela casa, na comunidade e um de seus sonhos é ser corredor. Os voluntários do ABRA quiseram realizar esse outro sonho do menino, organizando um evento na pista de atletismo do Centro de Esporte Lazer e Cultura Alberto Santos Dumont, em Boa Viagem.

O evento, que aconteceu segunda-feira (11), se chamava “Corrida com Natanael”. As inscrições, que custavam 35 reais, estavam abertas para que qualquer pessoa corresse junto com o menino. Logo após se inscreverem, as pessoas ganhavam um kit de uma camiseta e uma venda. Cerca de 140 pessoas fizeram as inscrições para ajudar Natanael a realizar seu sonho.

O ABRA divulgou a corrida e as inscrições pelo Instagram (Foto: Reprodução / Instagram @abra.arq)

 

Essa era a camiseta que tinha no kit (Foto: Reprodução / Instagram @abra.arq)

Em entrevista ao Razões para Acreditar, Eline Letícia, voluntária do ABRA, disse que a corrida foi dividida em 2 momentos. “O primeiro foi Natanael correndo à frente com o guia, e todos os participantes acompanhando e incentivando atrás. O segundo foi a experiência com os olhos vendados. Nos dividimos em duplas, onde um ficou vendado e outro guiando para sentir um pouco a ausência da visão e a necessidade de confiar no guia, depois trocamos as posições”, ela explicou.

A primeira fase da corrida era com Natanael correndo e os participantes atrás incentivando-o (Foto: Reprodução / Ana Gringa)

 

Na segunda fase, as pessoas se dividiram em duplas e forma vendadas, para sentirem a ausência da visão e a necessidade de confiar no guia (Foto: Reprodução / Jana Menezes)

Eline ainda disse ao site que foi uma experiência única: “Enquanto guia fiquei apreensiva pela responsabilidade em saber que minha dupla só dependia de mim, da minha voz pra acertar o caminho e chegar ao ponto determinado. Enquanto guiada, sem enxergar nada, no começo fui devagar, insegura, mas depois de pegar confiança e acelerar, a sensação de liberdade e sentir o vento no rosto, como disse Natanael: foi muito, muito, muito bom!”, ela completou.

O estudante de Direito, Felipe Charamba, foi guia de Natanael na corrida e declarou, na entrevista ao Razões para Acreditar, que o menino se tornou uma referência para muita gente. “Perdeu os dois globos oculares entre 2 e 5 anos de idade por conta de um câncer e nem por isso se deixou abater, nós sempre o vemos sorrindo, alegre e de alto astral”.

Todo o dinheiro arrecadado nas inscrições da corrida será revertido para o tratamento do Natanael.

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