Amanda Françozo conta como é difícil ser mãe após os 40 anos

A apresentadora revela que pensou em congelar os óvulos

Amanda Françozo fala sobre as dificuldades de ser mãe após os 40 anos(Foto: Reprodução/Instagram @amandafrancozooficial)

Nesta segunda-feira (02), Amanda Françozo desabafou para a revista Marie Claire sobre as dificuldades que a maternidade após os 40 anos apresenta. A apresentadora relata que aos 39 anos, sua médica a aconselhou a congelar os óvulos por conta da idade. Assim, ela teve que parar de usar qualquer tipo de método anticoncepcional. Para sua surpresa, ela engravidou.

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“Foi uma surpresa muito boa mesmo. Minha médica queria que eu ficasse garantida e, de certa forma, isso aconteceu. Como eu estava num ritmo de trabalho acelerado, meu noivo mora fora de São Paulo, estávamos vendo esta questão geográfica, como seria feito e, então, tinha feito essa opção de congelar. Foram nestes dois meses que eu parei, então engravidei. É um percentual muito pequeno, especialmente na minha idade. Me acostumei com a ideia e concluí que tudo tinha de ser assim mesmo. Talvez se eu fosse parar em algum momento para descongelar os óvulos, isso nem fosse acontecer, então foi na hora que tinha de ser”, conclui.

A apresentadora revela que no começo ela ficou assustada, que não esperava receber uma notícia daquelas , mas de qualquer forma, ela aproveitou cada minuto da gestação. ““Somente tive alguns enjoos no comecinho dos três primeiros meses, algo que toda grávida tem. Trabalhei, viajei, fazia eventos, apresentava dois programas de TV, então não posso reclamar. Foi uma gestação bem tranquila e gostosa”, comemora.
Amanda está super feliz com o seu noivo Gregor Ferreira, que está com 46 anos, e em sua primeira experiência como pai também. A apresentadora afirma que ele tem participado de todos os momentos e costuma dividir as tarefas quando está com a filha para dar um descanso para a mamãe. “Estou me descobrindo como mãe e o Gregor como pai. Ela está com 19 dias e ele ficou boa parte deste tempo comigo, sempre muito participativo, trocou fralda, deu mamadeira, ficou com ela no colo para eu descansar, deu banho e tudo o que os homens às vezes têm um pouco de receio de fazer. O Gregor voltou hoje para Araraquara, chorou e ficou muito emotivo na hora de ir embora. Eu imagino que deve ser muito difícil. Apesar de ser pouco tempo, a gente fica muito encantado. Acho que ele será um ótimo pai. Eu tenho percebido o quanto aquelas frases clichês como ‘nasce um filho e nasce uma mãe’ são verdadeiras porque nasce uma intuição sem que você tenha feito aula para aprender aquilo”, conta.
Entretanto, nem tudo são flores e a mãe desabafa sobre as dificuldades que a maternidade apresentou. Revelou estar muito cansada e que está um pouco assustada, principalmente, por que o marido viaja muito a trabalho e as vezes ela se vê sozinha lidando com tudo.
“Ainda não passei pelo lado desafiador e ela tem dormido bastante. Claro que a gente fica muito cansada, com dor nas costas, mas tudo é um desafio como todos os outros. No começo da gravidez, eu acho que passei muito mal fisicamente, fiquei melancólica, sumi das redes sociais, estava inquieta, juntava com a preocupação de como seria minha vida, meu trabalho, como eu me adequaria a tudo, como seria uma mãe maravilhosa, como eu cuidaria dela… São tantas coisas que passam na cabeça de uma mulher. É um período em que você está assimilando tudo e tudo se torna mais delicado.”
“Quando eu engravidei, falamos sobre casamento e decidimos passar pela gravidez primeiro. A gente descobriu aos dois meses, depois tinha que preparar o chá revelação, chá de bebê, depois comprar o enxoval, o quartinho, nascimento, batizado… Ficamos tão consumidos de preparativos para ela que não queríamos fazer nada corrido. Eu estou bem de boa, ele também, temos uma relação esclarecida, somos parceiros, seremos pais dela para sempre, então está tudo certo. Eu acho que o casamento não será por agora. Ainda precisamos resolver a questão geográfica, afinal ele tem um trabalho muito enraizado lá. Então a gente vai ter este relacionamento moderno: ficamos um pouco lá ou cá e nos fins de semana ficamos juntos. Não será um relacionamento convencional em que moramos todos juntos em uma mesma casa. É diferente. Por enquanto estamos focados nela e vamos ver como será daqui para frente. Já nos sentimos com uma aliança mais profunda, de cumplicidade, de uma filha que chegou e dos valores que queremos passar para ela. Se vamos formalizar eu não sei. Deve ser lá para frente”, concluiu.