Família

Depois de ter gêmeos, mulher deixa emprego e começa a empreender: “Quero que meus filhos se orgulhem de mim”

Débora Campos Miller é mãe de Bernardo, de 9 anos, e dos gêmeos Tomás e Murilo, de 6. Ambiciosa, ela tentou vários negócios até chegar à Doralice Doces, junto com sua mãe

Caroline Passos

Caroline Passos ,Filha de Maria Aparecida e Agnaldo

Empreendedorismo materno é uma realidade nos dias de hoje! (Foto: Reprodução / Getty Images)

Desde pequena gostava de brincar de loja e ficava no caixa cuidando do dinheiro – já mostrava o que eu queria! Comecei minha vida profissional aos 19 anos, na área comercial. Inspirada pelo meu pai, saí da empresa para abrir meu primeiro negócio, aos 21 anos. Era uma papelaria em um shopping de POA. Tínhamos um projeto ambicioso, pois meu pai era um grande empreendedor. Infelizmente ele faleceu um dia antes da inauguração. 

Após dois anos de loja acabei voltando para o mundo corporativo em uma multinacional. No meio tempo, mudei de emprego e até fui morar em Londres. Retornei para o Brasil e abri minha primeira franquia: de colchão, quatro lojas. 

Até que conheci um paulista, Sid, meu futuro marido, e acabei mudando de cidade e emprego novamente. Estava trabalhando como consultora de franchising e comprei uma franquia de fastfood. Logo depois engravidei do meu primeiro filho, Bernardo.

Tudo seguiu muito bem durante dois anos, até que engravidei novamente. De gêmeos! Essa foi uma revolução! Me perguntei o que seria da Débora mulher, empreendedora e independente, mas ao invés de desacelerar, me veio uma força sobrenatural e comecei a pensar que precisava de mais! Outro negócio! Foi então que minha mãe comentou: “Por que você não vende minha cocada na sua loja?”. Pensei bem e decidi apresentar a proposta para os diretores da rede. Fiz um projeto e minha mãe e eu, grávida de 6 meses, fomos para Indaiatuba apresentá-lo. Entramos em duas lojas e foi um sucesso! Com 6 meses de vida dos gêmeos, comentei sobre o projeto com dois amigos, meus sócios-investidores, que acreditaram na ideia e meses depois a Doralice Doces foi inaugurada. Alugamos uma pequena casa, quebrando paredes e descobrindo possibilidades, já que não tínhamos experiência em indústria, mas entendíamos de negócio. Nosso primeiro pedido foi de 25 mil unidades de sobremesas. 

Dois anos depois nos mudamos para um galpão planejado de 300m², onde ainda estamos. Hoje fornecemos produtos com marca Doralice para 200 lojas de supermercados, e temos diversas parcerias. Meus filhos sempre fizeram parte de tudo, e me lembro de uma vez que o Bernardo pediu para eu não ir trabalhar. Sentei e expliquei que eu amava muito meu trabalho e que era importante para mim. Falei que um dia ele veria meu doce na prateleira do supermercado, os olhos dele brilharam e ele me deu um abraço apertado. 

No dia em que ele realmente viu os meus produtos enquanto fazíamos compras, ele gritava de felicidade e isso fez tudo valer a pena! Uma vez me perguntaram qual é o propósito da marca, e na hora lembrei de quando tudo começou. Quero que meus filhos se orgulhem de dizer: Essa é a minha mãe!

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