Família

Diego Hypólito relembra dificuldades da infância e desabafa: “Não tinha o mínimo de dignidade”

O ginasta nasceu em Santo André, em São Paulo

Maria Luiza Cardone

Maria Luiza Cardone ,Filha de Carla e Luiz

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(Foto: Reprodução)

Diego Hypólito compartilhou com a revista QUEM sobre a sua infância e todas as dificuldades que passou até chegar onde está agora. O ginasta nasceu em Santo André, em São Paulo e conta que já passou seis meses sem energia elétrica em casa.

“Nunca imaginei que um dia eu ia ser famoso. Eu tive uma vida miserável. Era pobre de não ter o que comer. Não tinha o mínimo de dignidade. Uma vez, a minha mãe conseguiu uma lata de leite condensado com a vizinha e dissolvemos no bico de gás o leite para eu poder beber e ir treinar. A gente não tinha centavos para comprar um fósforo. Ficamos seis meses sem energia elétrica. Foram muitas dificuldades financeiras“, relembra. “Eu tinha 14 anos de idade e aquele desespero horroroso para mudar de vida”, contou.

Ele se emociona ao falar da oportunidade de mudar de vida que teve com a ajuda da irmã, Daniele Hypólito. Atualmente, ele conseguiu uma vaga para as Olimpíadas de 2020 e fez uma crítica sobre a competição de ginástica feminina no Japão.

(Foto: Reprodução)

“Foram colocadas muitos dirigentes que eram chefes sem cacife para comandar esse período. Houve erro técnico e de dirigentes. Por isso que o meu objetivo no ano que vem, se eu não conseguir a vaga olímpica, é entrar em algum órgão para a mudança do esporte brasileiro. Pode ser como presidente de uma Federação, politicamente… O atleta tem que ter mais autonomia e poder de palavra. Não vejo atletas nos cargos de poder. Isso é um absurdo. Ele não entende que um ginasta não se faz com treino de oito horas, com 16 horas de abdicação diária. Tem que se pensar mais no ser humano”, conta ele, que acredita que a irmã foi injustiçada ao não ser chamada para compor a Seleção no Mundial de Stuttgart.

“Não podemos valorizar apenas cinco meninas, sendo que temos uma Daniele Hypólito, de 35 anos de idade, que ficou em terceiro lugar do Brasileiro no ano passado e foi descartada. Além de tantas meninas jovens, que estão começando. Tipo: ‘Você é velha e não vale mais para a Seleção’. Ela foi injustiçada. E sinto que como ela é mais velha e ainda ganha, eles pensam que ela não pode mais. Eu me sacrifiquei na minha vida pelo esporte e ganhei muito com a ginástica. Acho que também tem que incentivar as mais novas para que tenham mais meninas. Quero que todo mundo ganhe! Tem espaço para todo mundo ganhar”, concluiu.

 

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