Família

Casal gay consegue ter trigêmeos biológicos com DNA dos dois pais em caso raríssimo

Sim, é possível!

Izabel Gimenez

Izabel Gimenez ,filha de Laura e Décio

Casal com trigêmeos (Foto: reprodução / instagram)

Um casal homoafetivo sul-africano surpreendeu o mundo com uma história que quase não dá para acreditar! Christo e Theo Manelou vivem no Reino Unido e sempre foi um sonho deles poder construir uma família juntos e ter filhos. Por isso, decidiram apostar em uma barriga de aluguel, que morava no mesmo bairro deles.

Os dois foram os doadores para a inseminação artificial e o casal decidiu fecundar dois óvulos, cada um com o material biológico de um dos pais, mas uma surpresa aconteceu: um desses embriões se dividiu e virou dois: gêmeos. Eles descobriram depois de dez semanas que teriam trigêmeos, sendo dois deles idênticos. Muita sorte, né?

Os médicos que acompanharam o caso aconselharam que o casal abortasse o embrião para poder aumentar a chance de vingar a gestação, mas o casal quis tentar ter as três crianças e decidiram mudar de especialista. Eles encontraram Haidra Dahms, a ginecologista que acompanhou a família até o final da gestação e que fez o parto dos bebês. “Isso é extremamente raro”, afirmou a médica em entrevista à rede Sky News.

Eles nasceram prematuros, com 31 semanas de gestação, no início do mês de julho, mas deu tudo certo! As gêmeas, Zoe e Kate, precisaram ficar um tempo internadas no hospital até conseguir ganhar mais peso, mas já estão em casa comos pais. Em seis meses, Zoe deve voltar para mais uma consulta e pode ser que precise realizar uma cirurgia pequena no coração. Estamos desejando muita sorte para a família!

Barriga de alguel: como funciona no Brasil?

“Na verdade, o termo correto a se usar é Gestação por Substituição”, esclarece Roy Rosenblatt-Nir, diretor da agência Tammuz, especializada nesse tipo de procedimento. De acordo com as regras estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina, esse acordo para geração de um filho só pode ser feito se não envolver remuneração de nenhuma das partes – por isso chamamos de Barriga Solidária. Não existe legislação no Brasil que regulamente a barriga de aluguel, mas existem algumas regras para esse procedimento, que é cada vez mais comum entre os casais.

Barriga de aluguel (Foto: Getty Images)

A mulher escolhida para conceber a criança não terá nenhuma relação biológica com o futuro bebê. Se o casal está enfrentando algum obstáculo para engravidar, uma mulher saudável, capaz de levar a gestação até o fim, é indicada pelo médico ou escolhida pelos futuros pais.

“Depois que a mulher fornece o óvulo e o homem fornece o espermatozoide, é feita a fertilização in vitro em um laboratório e o embrião é implantado no útero da mulher que será a Barriga Solidária. Ela terá, então, todo o acompanhamento que uma grávida precisa, para manter a saúde tanto dela quanto do bebê”, explica Roy Rosenblatt-Nir. Muitos pais fazem questão de acompanhar a mulher que está concebendo seu filho nas consultas médicas e estar sempre presente durante a gravidez. Se o acordo foi feito com transparência, não há nada de errado com isso. Mas todas as partes precisam estar cientes de seus direitos.

Países como Estados Unidos, Canadá, Índia, Inglaterra, Rússia, Ucrânia e Israel permitem que a Gestação por Substituição seja remunerada, ou seja, que os futuros pais paguem para uma outra mulher conceber a criança. Se, no caso de um casal, a mulher não consegue engravidar, eles podem escolher uma doadora de óvulos e usar o espermatozoide do marido.

Se for o contrário, se o problema de fertilidade envolver o homem, o casal pode escolher um doador de esperma. O ideal é que tanto a mulher que concordou em conceber a criança quanto os pais do bebê façam um acompanhamento com especialistas da área médica e judicial, para garantir que tudo aconteça como combinado.

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