Família

Existe filho preferido? Estudo defende que sim e explica o porquê

85% dos entrevistados garantem que já perceberam comportamentos diferentes nos pais

Cinthia Jardim

Cinthia Jardim ,filha de Luzinete e Marco

(Foto: reprodução / Getty Images)

Um estudo realizado pela Universidade de Cornell, em parceria com a Universidade de Purdue nos departamentos de Desenvolvimento Humano e de Sociologia, perguntaram a diversos adultos se as mães brincavam de escolher um filho preferido enquanto eram crianças. A reposta foi surpreendente: 85% dos entrevistados responderam que sim!

As crianças costumam sentir um certo incomodo quando não são os favoritos dos pais, mas de acordo com a pesquisa, esse sentimento pode permanecer ainda na idade adulta, pois é muito fácil se frustar quando o irmão consegue acordos melhores com os pais. O estudo sobre favoritismo, foi observado a partir do momento em que as crianças interagiam com os adultos e depois, seria relatado as informações e experiências aos cientistas.

Foi analisado com qual frequência os pais brincam e riem com cada um dos filhos, e também o quanto discutem. Esse tipo de estudo determina se a criança recebe uma interação mais positiva ou negativa vindo dos adultos do que a outra. A notícia boa de tudo isso, é que a diferença no tratamento dos pais com os filhos é muito pequena, e quase não influenciará ou terá consequências. Se as diferenças são gritantes, pode-se instigar à problemas de comportamento quando mais velhos.

(Foto: reprodução / Getty Images)

Da mesma maneira que achamos uma pessoa mais interessante que a outra, pode acontecer na relação entre pais e filhos. As diversas personalidades podem deixar as ligações mais fáceis ou mais difíceis e os pais podem descobrir que possuem mais sintonia com um filho do que com o outro, sendo isso mais comum do que se imagina.

Os pais tratam as crianças de acordo com os genes que elas possuem. De acordo com a pesquisa, em relação à gêmeos idênticos,  100% do DNA é compartilhado e eles são tratados de maneira mais igual do que os não idênticos, pois compartilham apenas 50% dos genes. Outro fator determinante na “escolha” do filho preferido é a idade. Eles são educados a partir das mudanças de capacidade de desenvolvimento enquanto estão crescendo. Um ponto também a ser levantado é o fator de estresse do pais, que podem variar com tensões financeiras, problemas de saúde mental e conflitos com o parceiro, deixando tudo isso ainda mais perceptível.

A pesquisa afirma que quando o comportamento de escolha dos pais é mais evidente, pode ser algo prejudicial, afetando o bem-estar físico e mental da criança. A relação entre os irmãos também pode ser distanciada na infância e na fase adulta, quando o favoritismo é percebido. As razões ainda não são claras, mas um sentimento de injustiça pode surgir, tornando-se uma espécie de trauma.

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