Mãe entra em dilema após diagnóstico terminal: “Dou uma irmã à minha filha sabendo que vou morrer?”

Ela descobriu um câncer no cérebro e se preocupa em deixar a criança sozinha, mas teme ter outro bebê e não conseguir criá-lo

Resumo da Notícia

  • Mãe entra em dilema após descobrir câncer terminal
  • Ela não quer deixar a filha sozinha, mas também não quer deixar 2 crianças sem mãe
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Catherine Reeve,  de 38 anos, foi diagnosticada com câncer cerebral terminal há quatro anos, depois que as dores de cabeça foram atribuídas ao estresse e à depressão. Na época, Catherine e o marido Steve, 43, de Writtle, Essex, na Inglaterra, estavam tentando ter outro bebê. Mas ela foi aconselhada a não engravidar durante o tratamento para glioblastoma, o tumor cerebral agressivo mais comum em adultos. Em entrevista ao jornal britânico The Sun, a mulher contou que continua dividida entre ter outro bebê para que a filha não cresça sozinha e a culpa de deixar outra criança sem uma mãe.

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Ela está com um câncer no cérebro (Foto: reprodução The Sun)

“Quando me disseram que tinha câncer no cérebro, não parecia real. É um choque saber que você tem um prognóstico terminal e levou meses para começar a processá-lo. Mesmo agora, quatro anos depois, às vezes tenho dificuldade em compreender, sabendo que não estarei aqui para ver minha filhinha crescer. É muito doloroso pensar nisso o tempo todo, mas sinto mais por Rose do que por mim mesma – que ela vai perder a mãe”, começou ela contando.

“Quando fiquei doente, estávamos tentando ter outro bebê para completar nossa família. Os médicos disseram que pode não ser uma boa ideia continuar devido ao meu tratamento e estou plenamente ciente de qual é o meu prognóstico”, explicou ela. A mãe, então chegou a cogitar a possibilidade de congelar os óvulos,mas desistiu, porque os médicos disseram que fazer isso poderia atrasar a recuperação dela – embora eles dissessem que ainda seria possível engravidar.

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“Parte de mim ainda anseia por um bebê e eu adoraria que Rose tivesse um irmão. Seria o presente mais precioso que eu poderia dar a ela, para que ela não estivesse sozinha quando eu partir. Se eu tivesse outro bebê, no entanto, me sentiria terrivelmente culpada por outra criança ficar sem mãe. Steve adoraria ter outro filho também, mas ele se preocupa com o impacto na minha saúde e, se eu estivesse grávida, não seria capaz de fazer meus exames quadrimestrais. Eu me sinto tão dividida e os pensamentos giram e giram em minha cabeça”, desabafou ela.

A notícia do câncer veio de repente, depois de algumas dores de cabeça que sentiu no trabalho e muitos exames realizados. Catherine contou que teve muita dificuldade em aceitar o diagnóstico e até hoje não contou para a filha o que ela realmente tem.  “Quando fui diagnosticada, ela tinha apenas três anos e realmente não se lembra de eu estar doente”, disse ela. “Ela agora tem sete anos e sabe que mamãe está doente, mas não completamente. E é difícil de acreditar, porque não pareço doente – ninguém pode ver o câncer no meu cérebro. É até difícil para Steve aceitar às vezes, porque eu pareço tão bem”, contou.

Eles estão aproveitando ao máximo o tempo que tem (Foto: reprodução The Sun)

A mãe dedicada jurou aproveitar ao máximo cada momento com Rose – especialmente porque ela perdeu “tempo precioso” com ela depois que saiu do hospital, seguido por seis semanas de radioterapia e seis meses de quimioterapia. Mas, apesar de aproveitar ao máximo, a mãe sabe que a qualquer momento precisará dizer adeus à filha.

“Estou começando a pensar sobre todas as coisas que quero dizer a ela e como devo começar a dizê-las”, disse ela. “Talvez eu escreva cartas ou faça vídeos sobre os marcos da vida dela, quando não puder estar com ela. Mas ainda não cheguei nesse lugar – saberei quando a hora chegar. Além disso, Steve e eu ainda não estamos prontos para falar sobre o que acontecerá quando eu não estiver aqui – mas sabemos que o dia chegará. Eu sei que Rose ficará bem com ele como pai”, completou. Enquanto isso, o casal aproveita para encher a filha de memórias boas ao lado da mãe.

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