Família

Mãe se inspira na filha e escreve livro infantil para estimular a alfabetização

Em "Cidade das Letrinhas", as histórias são ligadas aos conflitos durante a infância e usam as próprias letras como personagens

Jennifer Detlinger

Jennifer Detlinger ,Filha de Lucila e Paulo

(Foto: Divulgação/Viviane Zanardo)

No primeiro livro as crianças aprendem as palavras a partir da construção de uma cidade (Foto: Divulgação/Viviane Zanardo)

Todas as letras são importantes, mas cada uma delas tem um papel único e essencial na comunicação. É essa a ideia da coleção Cidade das Letrinhas, criada pela jornalista, escritora e ilustradora Viviane Zanardo, mãe de Isabella, de 7 anos. De maneira lúdica, os livros dão vida às letras, respeitando o momento de alfabetização das crianças.

No primeiro volume, as crianças aprendem as palavras a partir da construção de uma pequena cidade. As vogais vivem num lugar quase deserto e um dia descobrem o sentimento de tristeza por não saberem como povoar a cidade. Então, a letra A adormece e sonha com a solução do problema: escrever e fazer aparecer novos amigos, bichos, frutas, árvores e casas, através das palavras escritas com as iniciais das vogais.

(Foto: Divulgação/Viviane Zanardo)

(Foto: Divulgação/Viviane Zanardo)

Em “Cidade das Letrinhas 2”, a letra B convida as vogais para uma viagem à praia, onde conhecem novos amigos, entre eles, as consoantes. Assim recomeça a brincadeira de escrever e fazer aparecer lugares diferentes, com novas situações, descobertas e conflitos. A disputa entre as letras faz uma reflexão sobre a importância de respeitar as diferenças entre os colegas. O objetivo dos livros é estimular o processo de alfabetização em crianças, através da brincadeira.

Viviane descobriu a história das Letrinhas de forma bem despretensiosa, entre as anotações de sua avó Neyde, de 83 anos. “Minha avó é uma escritora anônima e eu sempre ficava olhando o que ela escrevia. No meio daquela papelada toda, encontrei uma folha com essa ideia, que era muito boa, mas precisava ser aumentada e aprimorada”, conta Viviane. Foi quando que ela pesquisou sobre o universo da filha, na época com 5 anos, e transformou as letras em personagens semelhantes às crianças em suas características. Na época, Viviane construiu a história somente para Isabella. “Veio a história toda na minha cabeça e eu nem imaginava fazer a continuação dela, foi algo muito natural”.

Mais tarde, ela teve a ideia para escrever a história número dois. Decidiu então se aprofundar, estudar desenho e editoração eletrônica para fazer as ilustrações dos livros, além dos costumes, situações e conflitos vivenciados nas escolas para que os pequenos leitores se identificassem com as personagens em suas descobertas e desafios.

(Foto: Divulgação/Viviane Zanardo)

(Foto: Divulgação/Viviane Zanardo)

Todo esse processo aconteceu em mais ou menos um ano. Depois, Viviane foi levando os livros para fazer contações de histórias em escolas, que os usaram como material de apoio no processo de alfabetização. A recepção dos alunos, mães e professores foi ótima.