Família

Menino é resgatado dentro de caixa d’água após temporal no RJ: “Acabou tudo”

A mãe de Fabrício foi pega de surpresa pela enchente

Emily Santos

Emily Santos ,filha de Maria Teresa e Francisco

Fortes chuvas atingiram o Rio de Janeiro dia 08 (iStock)

As fortes chuva que atingiram o Rio de Janeiro na última segunda-feira (08) causaram danos incalculáveis para inúmeras famílias. Muito além do susto, a tempestade deixou mortos e diversos desabrigados.

Alguns deles é a carioca Jussara Pacheco, que foi acordada na madrugada da segunda-feira com a casa, Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, ficando alagada. Rapidamente, ela socorreu o filho Fabrício, que vai completar 3 anos no próximo mês, e junto com o marido, os três correram para a laje da casa.

Um vizinho abrigou a família enquanto a água subia, mas a casa dele também acabou alagando conforme o nível da casa subia.

Todo o bairro de Guaratiba ficou alagado (Foto: Reprodução/TV Globo)

No meio da tempestade, o menino se assustou. “Ele ficou desesperado na hora da chuva. Dizia ‘Acabou tudo, mamãe. Molhou tudo’. A gente tentava acalmá-lo”, Jussara lembrou, em entrevista ao jornal EXTRA.

Quando o dia amanheceu, por volta das 7h da manhã, Fabrício foi resgatado pelo avô materno dentro de uma caixa d’água.

“Enquanto estava na caixa d’água, eu e meu pai brincávamos com ele dizendo que era o Homem-Aranha, que a gente ia ter uma aventura juntos. Empurramos ele sobre a água por volta de um quilômetro, com algumas poucas coisas que conseguimos salvar, e depois levamos ele para a casa dos meus pais, em Curicica”, a mãe do menino explicou.

Fabrício sendo resgatado pelo avô (Foto: Reprodução/EXTRA)

A família, que tinha se mudado há pouco mais de 1 mês para a casa perdeu quase tudo. No susto da madrugada, Jussara só conseguiu salvar alguns documentos e poucas roupas dela e do filho.

“Perdi tudo. Guarda-roupa, fogão, geladeira, mantimentos, televisão, tudo. Rack, cama, colchão, brinquedinhos do meu filho, material de construção, cimento, foi tudo embora. Carrinho do bebê, livros, mantimentos”, lamentou a mãe.

Traumatizada, ela não sabe se vai voltar para a casa com o filho. “Sinceramente, não quero mais viver aqui. Só se conseguir construir no alto”, contou. As informações são do jornal EXTRA.

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