Morre de coronavírus médico que orientou cirurgia de separação de gêmeas siamesas no Brasil

Norte-americano, ele era neurocirurgião e fazia parte de uma equipe especializada em cirurgias para separar siameses, principalmente os craniópagos

Resumo da Notícia

  • Morre médico que orientou cirurgia de separação de gêmeas siamesas no Brasil
  • Ele foi vítima do vírus da covid-19
  • Relembre a cirurgia, uma das mais importantes na história da medicina brasileira
Morre médico que trabalhou na separação de gêmeas siamesas no DF por coronavírus (Foto: Getty Images)

No ano passado, o Brasil presenciou uma cirurgia rara, da separação de gêmeas siamesas que eram ligadas pelo crânio. O procedimento aconteceu no Distrito Federal e contou com 50 profissionais, entre brasileiros e estrangeiros.

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Um dos médicos que participou desse momento faleceu no último domingo (29 de março),vítima da covid-19. Segundo o o coordenador da equipe que operou as irmãs na capital, Benício Oton, o norte-americano James Goodrich foi internado em um hospital em Nova Iorque na quinta-feira (25 de março) em “estado grave”.

Segundo o G1, ele era neurocirurgião e fazia parte de uma equipe especializada em cirurgias para separar siameses, principalmente os craniópagos – aqueles que são unidos pelo crânio.

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Relembre o caso

Lis e Mel (Foto: Maria Clara Oliveira/HCB Reprodução/ Correio Braziliense/)

A cirurgia   das gêmeas Liz e Mel aconteceu quando elas estavam com 10 meses e envolveu muito tempo de preparação, as gêmeas estavam ligadas pelo crânio e fizeram uma série de exames. Com mais de 5o pessoas envolvidas, entre cirurgiões, voluntários e médicos do Children’s Hospital at Montefiore, em Nova York, a cirurgia durou mais de 20 horas.

A mãe das meninas, Camilla Vieira, contou ao Correio Braziliense que Lis e Mel ficaram se olhando por alguns instantes quando se reencontraram, após a cirurgia, e depois deram as mãos, coisa que sempre faziam quando ainda estavam ligadas. “Se pararmos para pensar que, depois de uma cirurgia complexa como essa, elas estão saudáveis e ativas, ouvindo música e dançando, parece ser coisa de outro mundo.”, disse enfermeiro responsável pela equipe de enfermagem da cirurgia, Carlos Eduardo da Silva.

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