Grávida quase perde a filha e texto de grupo no Facebook salva a vida da bebê: “Ela não estava mexendo”

Renata estava de 37 semanas de gestação quando resolveu procurar ajuda na rede social

Renata teve um parto de urgência após ler um depoimento no grupo do Facebook (Foto: Arquivo pessoal)

Não há dúvidas de que o Facebook é uma grande ferramenta de comunicação para todos, seja ele para diversão, trabalho ou até mesmo para trocas de experiências, como é o caso de grupos dentro da plataforma. As pessoas de um determinado grupo e gostos se unem para poder compartilhar histórias e até mesmo pedir ajuda!

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A Pais&Filhos conversou com a Flávia Goulart, líder de Parcerias para Comunidades e porta-voz do Facebook, mãe de Pedro e Antônio. Ela explicou melhor como funciona a rede de grupos e qual é a importância dessa ferramenta para a comunidade que busca informações sobre o universo materno.

Segundo a Flávia, os grupos têm muita relevância dentro do Facebook. “Superimportante, uma das áreas que a gente prioriza pois nós vemos muitas pessoas buscando essas comunidades – educação e dia a dia. É importante porque maternidade é um tema que está presente na vida dos pais e das mães. No Facebook, eles conseguem encontrar pessoas que passam por isso e encontram rede de apoio. Quando você conversa com outras mães tem muita coisa para aprender e ensinar”, afirmou.

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No próprios grupos há uma certa autonomia que varia em cada caso. O próprio Facebook não tem acesso, pois muitas vezes, eles são fechados. “Não acompanhamos, pois muitos são privados. Os líderes contam o que acontece, mas só vemos se fizermos parte. Eles têm total autonomia, porém, nós recomendamos que o líder do grupo defina as regras de participação. No caso do assunto maternidade, elas normalmente pedem que você também seja uma mãe”, explicou.
A líder de Parcerias acredita que para uma rede social a troca de experiências é essencial. “Nossa missão da plataforma é muito especial. As pessoas encontram amigos e familiares nela, mas atualmente, conseguimos conhecer pessoas com o mesmo interesses e dores, para podermos compartilhar histórias. Sabemos que a maternidade e paternidade moderna com famílias tão diferentes acaba sendo algo muito sozinho e ter essa ferramenta tão simples e presente como o Facebook, te trazendo para perto de todos, é muito gratificante”, finalizou.
Muitas histórias emocionantes e de superação acontecem por esses grupos. Foi o caso da Renata. Em entrevista exclusiva à Pais&Filhos, ela contou que o grupo ‘Mommys’, comunidade que participa no Facebook, teve um papel importante no nascimento da filha. Ela estava grávida pela segunda vez e, em um certo dia, parou de sentir a bebê se mexendo de dentro da barriga. Renata, que já era mãe de Lara, entrou no grupo e graças a um depoimento de uma mulher teve a vida da bebê, Melissa, salva!
Renata grávida de Melissa junto a primeira filha, Lara, e o marido (Foto: Arquivo pessoal)
No começo de março de 2018, Renata estava de 37 semanas de gravidez e tinha a gestação correndo superbem. Até que no dia 2 de março do mesmo ano, ela notou que a bebê estava se mexendo pouco. “Eu estava de 37 semanas, gravidez super tranquila, pré-natal tudo normal. Porém na sexta-feira, percebi que o bebê não se movimentava direito, mas achei que fosse cisma minha e que não era nada”, contou. 
Renata decidiu conversar com o marido, no dia seguinte, para ver o que ele achava. “Sempre que eu acordava era a hora que ela mexia bastante, mas ela não tinha mexido e, então, falei para meu marido e fiquei preocupada, mas ele também achou que fosse bobeira”, disse. Pensando em outra saída, Renata decidiu tomar café, pois era outro momento que Melissa se movimentava bastante, porém não teve sucesso.
Foi então, que decidiu entrar no ‘Mommys’, grupo do Facebook. Renata leu uma história de uma mulher, que também passou pela mesma situação que ela. “Entrei no grupo e vi a mensagem de uma mãe dizendo que estava grávida e em uma quarta-feira ela tinha percebido que o bebê não estava se mexendo e com a rotina achou que fosse bobeira. No dia seguinte, foi para o médico e a criança tinha morrido. Ela precisou fazer uma cesárea de emergência para tirar o próprio filho falecido”, explicou. 
Logo após ler o depoimento, a mãe entrou em pânico. “Eu li isso e me desesperei, imagina se fosse comigo? Não vou no médico e meu bebê morre. Na mesma hora falei com meu marido e disse: ‘Vamos para o hospital. Vamos ver se tem algo de errado’. Ele continuou insistindo de que não era nada”, relatou. “Cheguei no hospital e os exames estavam todos alterados. Ela teve bradicardia, os movimentos cardíacos estavam batendo muito pouco”, relembrou.
“No ultrassom vimos que ela estava sem movimento, diafragma não mexia. Fizemos um exame a mais para olhar direito o coração e o resultado também estava péssimo”, disse.
Melissa, atualmente, está com 1 ano e 6 meses (Foto: Arquivo pessoal)
Na hora de falar com o médico, ela descobriu que teria que fazer um parto de emergência. “O médico olhou para mim e disse ‘sinto muito, mas ela vai ter que nascer agora de 37 semanas’. Não tinha nada pronto, sem bolsa de maternidade, tudo estava sem organização”, relembrou. Após a cesárea de urgência, no dia 03 de março de 2018, Melissa já nasceu com mecônio, as primeiras fezes do feto. “Quando ela nasceu já estava com mecônio, já tinha evacuado dentro de mim, com risco de ter problemas mais sérios”, explicou.
O susto foi grande, mas o depoimento de outra mãe ajudou muito! “Foi literalmente Deus e, também, graças a mensagem que eu li porque talvez se não tivesse visto o depoimento, eu teria deixado para lá achando que era bobeira e poderia ter acontecido algo mais grave”, finalizou.
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