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Mãe sequestra a filha após perder a guarda e pai fica desesperado

Dikran Djrdrjan é pai de Katherine

Nathalia Lopes

Nathalia Lopes ,Filha de Márcia e Toninho

Dikran e Kath (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Muitas vezes a questão da guarda dos filhos vira um problema após o divórcio. E depois de ter a filha sequestrada pela mãe, um pai que mora em Santos resolveu usar as redes sociais para ver se consegue encontrar com a menina.

Dikran Djrdrjan é pai de Katherine, de 5 anos, e está passando por um sufoco. Ele não vê a filha já fazem 18 meses. A ex-mulher dele, sumiu com a menina, mesmo depois de uma ordem judicial. Tudo começou com um breve relacionamento entre os dois, a gestação e então um divórcio.

Só que segundo Dikran, a alienação parental, um dos motivos que levaram à inversão da guarda, começou quando eles ainda eram casados. Ao G1, ele contou que a mãe de Katherine desenvolveu uma fobia a tratamentos e chegou a conclusão, sozinha, de que a bebê tinha miopatia mitocondrial.

“É a mesma doença que causou a morte do irmão dela. Ela começou a alegar que tinha total conhecimento do caso e que os médicos que atendiam sua família ficariam a par da situação. Depois do nascimento, não me permitia acompanhar no pediatra nem fazer exames que comprovassem a doença. Ela falava coisas que eu não percebia, a criança não tinha sintoma nenhum”, começa.

Esses é um do poucos registros de Drikan com a filha (Foto: Reprodução/Facebook)

Dikran também conta que desde que a justiça decidiu pela troca da guarda, já foram feitas três tentativas de localizar a ex-mulher e a criança. “Meu sentimento é de desamparo. A Justiça fez todo o procedimento correto, mas levou mais de quatro anos para identificar tudo isso. Agora, tenho sentido mais apoio da sociedade e dos órgãos competentes, o que mais dá um alívio. Mas ainda tenho um sentimento de vazio, de ter uma filha e não a conhecer direito, não saber do que ela gosta, coisas pequenas do dia a dia”.

“Há mais de quatro anos ela não me permite conviver direito com a minha filha, e agora ela sumiu”, desabafa. A última visita, segundo o G1 aconteceu faz um ano e meio e durou apenas 15 minutos. O processo começou em 2015, quando a mãe disse que a menina precisava de tratamento fora do país.

“No começo do processo, ela fazia diversas alegações sobre mim, de agressões e má conduta. Ela foi driblando, mas senti que a Justiça precisava de um apoio. Por isso, tentaram uma reconciliação e tivemos 16 sessões de avaliação”, conta Dikran. Ainda não há informações se a menina foi ou não encontrada, mas no Facebook, o pai de Kath divulgou a foto da avó materna da criança.

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