Saúde

Solução da infertilidade? Nasce o primeiro macaco a partir de testículo congelado

Testes foram feitos em Oregon, nos EUA

Isabella Zacharias

Isabella Zacharias ,Filha de Aldenisa e Carlos

Grady nasceu em 2018 (Foto: Reprodução / Oregon National Primate Research Center of the Oregon Heath and Science University)

Em Oregon, nos EUA, os médicos do Centro Nacional de Pesquisa de Primatas conseguiram criar o primeiro macaco com um tecido congelado de testículo.

A revista Science publicou um estudo em que os pesquisadores explicam que o caso pode vir a se tornar uma esperança para os homens que tem problema de fertilidade.

No estudo, foram utilizados tecidos congelados de macacos castrados. Então os médicos inseminaram um óvulo injetando apenas um espermatozoide. O esperado é que o experimento possa ser aplicado em homens com problemas de fertilidade.

Segundo a Newsweek, a opção de congelar esperma e óvulos está funcionando apenas em adultos. Então a esperança é que o tratamento de tecido congelado mude a realidade de meninos com câncer que, após passar pelo tratamento, costumam ficar inférteis.

(Foto: Reprodução / Oregon National Primate Research Center of the Oregon Heath and Science University)

Foram fertilizados 138 ovos sendo que onze foram colocados em 6 macacas. No final de 2017, uma delas estava grávida, trazendo ao mundo o filhote Grady em abril de 2018. De acordo com a Newsweek, Grady foi gerado com tecido de testículo e está crescendo saudável.

Kyle Orwig, autor do estudo da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, disse à Newsweek que a saúde, as interações sociais e atividades lúdicas de Grady são constantemente monitoradas. “Seu desenvolvimento é semelhante a outros macacos da mesma idade. Queremos mostrar que a mesma abordagem funcionará com tecidos humanos”, completou.

Apesar dos bons resultados de saúde de Grady, Lynne Elmore ressalta que: “Existem inúmeras ressalvas biológicas e experimentas que tornam as discussões sobre as perspectivas de utilidade clínica muito precoces”, diz a diretora científica da Translational Cancer Research na American Cancer Society para a Newsweek.

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