Criança

Menina de 4 anos morre no interior de São Paulo por picada de escorpião

A falta do antídoto nas Unidades de Pronto Atendimento tem sido um grande problema

Gabrielle Molento

Gabrielle Molento ,Filha de Claudia e Pedro

Escorpiões matam mais que cobras (Foto: Shutterstock)

Escorpiões matam mais que cobras (Foto: Shutterstock)

Giovana Guedes Martins, de 4 anos, morreu nessa última segunda-feira (22) em Ourinhos (SP) depois de ser picada por um escorpião quando colocava sua blusa para ir à escola. Segundo familiares da menina, ela pediu que a mãe colocasse nela uma blusa de frio. Ao se vestir, a criança começou a gritar de dor e sua mãe viu o escorpião.

Ao tentar tirar o escorpião da filha, a própria mãe também acabou sendo picada. As duas foram socorridas para a Unidade de Pronto Atendimento. A mãe foi atendida e liberada em seguida. Já Giovana foi medicada ficou em observação na sala de emergência, mas seu estado de saúde apenas piorou e a menina não resistiu a paradas respiratórias. O corpo da criança foi enterrado na manhã desta última terça-feira (23), no Cemitério da Saudade, em sua cidade.

Outro caso que aconteceu em julho deste ano na região foi o de Yasmin Lemos Campos, de 4 anos, que morreu após ser picada por um escorpião no quintal da casa onde morava. A menina passou por três cidades para receber o soro antiescorpiônico e, em duas delas não tinha.

Menina é morta por escorpião no interior de SP (Foto: Arquivo pessoal)

Menina é morta por escorpião no interior de SP (Foto: arquivo pessoal)

Segundo o Ministério da Saúdeescorpiões estão matando mais que cobras no Brasil por causa de demora no atendimento e falta de antídoto. Em 2017, ele foi responsável por 184 mortes e desde 2013, o número de óbitos aumentou 163%. Crianças com menos de 7 anos e idosos com saúde debilitada são os que mais exigem cuidado, pois são mais suscetíveis ao veneno.

Depois do caso de Giovana, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação – que foi considerada – para que a União e o Estado de São Paulo disponibilizem, no mínimo, 6 doses de soro antiescorpiônico em cada um dos municípios da região de Jaú. As doses devem ser distribuídas no prazo máximo de 20 dias.

No momento, as cidades de Bariri, Barra Bonita, Bocaina, Boraceia, Brotas, Dois Córregos, Igaraçu do Tietê, Itaju, Itapuí, Mineiros do Tietê e Torrinha não possuem doses em suas unidades de saúde, o que obriga a população a se deslocar até Jaú para receber o tratamento sorológico, quando necessário.

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