Alexandre Machado fala sobre saudade de Fernanda Young e como a família lidou com a tragédia

O roteirista abriu o coração ao falar pela primeira vez em como seguiu em frente e como estão os quatro filhos do casal: Cecilia, Estela, John e Catarina

Resumo da Notícia

  • Fernanda Young foi vítima de uma crise de asma, em agosto de 2019
  • O marido, Alexandre Machado, falou pela primeira vez sobre a perda da esposa
  • O casal têm quatro filhos
  • Ele contou como a família lidou com a morte da escritora
Ele abriu o coração e falou sobre a saudade que Fernanda Young deixou na família (Foto: reprodução / youtube)

Alexandre Machado abriu o coração e falou pela primeira vez após a morte de Fernanda Young, que aconteceu em agosto de 2019. Em entrevista à Gustavo Gontijo, o roteirista falou sobre a carreira e como a família lidou com a tragédia. Atualmente, ele está em São Paulo com as filhas mais velhas, Cecilia e Estela, enquanto os caçulas, Catarina e John, estão em Minas Gerais com a tia, Renata Young.

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“A gente que tem filho pequeno, eu tenho um de 10 e um de 11, não pode se dispersar. Tem que acreditar em alguma coisa, que não sei exatamente o que é… Aliás eu sei exatamente o que é: é o amor, sendo mais cafona possível. Na minha vida ultimamente fatos aconteceram que me tiraram coisas nas quais eu acreditava fortemente. Uma coisa que ficou e que me salvou, continua me salvando, continua nos salvando como família, é o amor”, desabafou.

Meses após a morte de Fernanda, Alexandre voltou a escrever. Em parceria com a mulher, ele produziu a segunda temporada de “Shippados”, que já está pronta. “São tempos difíceis. Não dá pra ficar rindo à toa, mas ter senso de humor é fundamental. A pandemia fará com que os roteiristas tenham que reavaliar as histórias e a forma de contá-las. Eu estou tentando me antecipar a isso”.

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Fernanda Young foi vítima de uma parada cardíaca, após ter um ataque de asma, aos 49 anos (Foto: reprodução / Instagram @fernandayoung)

Sobre a parceria profissional e pessoal, ele falou por diversas vezes sobre Fernanda durante a conversa: “Ela deve estar me odiando lá no céu. Ela se irritava comigo porque gosto de ouvir música alta”, brincou. Alexandre contou também que eles nunca escreviam juntos: “A gente se mataria se fosse assim. Cada um tem seu método e eu organizava tudo depois. Para Fernanda, escrever não era um ofício, era uma necessidade. Ela era uma escritora, não tinha muito saco para as técnicas”.

Após a tragédia, ele pretende usar a mesma força que tirou para escrever e enfrentar a morte de Fernanda para seguir adiante: “Um pensamento que tive e falei com minha filha outro dia é que não importa pelo que você passa, importa no que você se transforma. A gente vai passar por coisas horríveis, todos passamos. A gente não tem o menor controle pelo que vai passar. Nossa família é um exemplo, passamos por coisas muito difíceis recentemente. Você pode se tornar isso ou aquilo. Quem passar pelo que a gente vive hoje deveria pensar no que vai se transformar depois. Vamos todos tentar nos transformar numa coisa melhor depois dessa m. toda”, concluiu.

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