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Bebês

Mulher descobre gravidez logo após adotar recém-nascida prematura

Ela, que já tem dois filhos mais velhos, havia desistido de engravidar naturalmente do terceiro bebê

Marina Paschoal

Marina Paschoal ,Filha de Selma e Antônio Jorge

Foto: Reprodução: What Love Matters/ Arquivo pessoal / Rebekah Laskowski

Foto: Reprodução: What Love Matters/ Arquivo pessoal / Rebekah Laskowski

A vida realmente é uma caixinha de surpresas. A americana Rebekah Laskowski já era mãe de duas crianças, Georgia de 4 anos e Griffin de 2, mas sentia que sua vida precisava de algo mais. “Meu marido, que também era meu primeiro namorado, e eu sabíamos, em nossos corações, que nossa família não estava completa”, ela contou ao site Love What Matters.

Eles tentaram e torceram muito para que o terceiro bebê viesse saudável. “Estávamos extremamente nervosos para ter outro filho biológico”, lembra. Depois de um tempo, Rebekah engravidou, mas teve descolamento de placenta. “Nosso filho saudável nasceu pré-termo”, ela conta. Depois disso, a adoção pareceu a melhor opção para a família. “Sabíamos que a adoção estava em nossos corações e sentimos que esse era um sinal para avançarmos com essa ideia”.

O casal entrou em contato com os consultores e receberam a notícia que uma menina estava prevista para nascer no fim de junho e que ela poderia ser o tão sonhado terceiro filho deles. “Mas mal sabíamos que, na época, nossa garota Goldie tinha outros planos. Ela decidiu que não podia esperar para conhecer sua primeira mãe e nós também!”. E foi exatamente isso que aconteceu: Goldie Mae chegou ao mundo quase 10 semanas antes do que o previsto, em abril de 2017. Como sua mãe morava do outro lado do país, Rebeka e seu marido correram encontrá-la. “Nós passamos 6 longas semanas na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal enquanto nossos dois filhos mais velhos estavam em casa”, ela relata. Entre as idas e vindas, eles puderam contar com a ajuda avó materna para cuidar das duas crianças mais velhas. “Foram semanas exaustivas vendo nossa menina crescer e lutar para finalmente conseguirmos levá-la para casa. Eu estava tão grata pela montanha-russa de emoções finalmente chegar ao fim… Era o que eu pensava”.

Foto: Reprodução: What Love Matters/ Arquivo pessoal / Rebekah Laskowski

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De volta ao lar, Rebeka começou a ter náuseas matinais, mas achou que era alguma coisa que havia comido. “Nunca vou esquecer de vomitar na manhã que fiz o teste de gravidez e imediatamente querer frango frito. Foi quando me ocorreu que ‘esse problema estomacal pode não ser problema de estômago afinal de contas…'”, ela recorda. Então ela resolveu fazer o teste que, claro, deu positivo. Ela gritou tão alto que Sam, seu marido, conseguiu ouvir e foi correndo ao banheiro ver o que estava acontecendo. Ele viu o teste e começou a ler a caixa do exame em voz alta, dizendo: “Não, eu não acho que duas linhas significa positivo“. Para tirar a prova, eles decidiram fazer mais dois testes. “Imediatamente as duas linhas apareceram de novo. Joguei o último teste nele, histérica. Eu não sabia se ria ou chorava, então fiz os dois”.

Foto: Reprodução: What Love Matters/ Arquivo pessoal / Rebekah Laskowski

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Quando a emoção do susto passou, eles se olharam e logo depois, olharam para a pequena recém-nascida dormindo nos braços de Sam. “Ele colocou as mãos em Goldie e depois no bebê que crescia dentro de mim. Nós choramos e depois rimos um pouco mais. Aquela montanha-russa emocional tinha acabado de tomar um novo rumo, direto para um declive”, ela diz no relato.

Foto: Reprodução: What Love Matters/ Arquivo pessoal / Rebekah Laskowski

Foto: Reprodução: What Love Matters/ Arquivo pessoal / Rebekah Laskowski

E assim seguiram os próximos meses. “Me lembro de segurar minha barriga, sabendo que um bebê de 7 semanas estava crescendo dentro de mim, enquanto eu segurava um bebê de 7 semanas fora de mim”. Rebeka conseguiu levar a gestação até a 39ª semana – seu tempo recorde. “Criei um lindo vínculo com Goldie e fiquei com medo de não conseguir me relacionar com o novo bebê com tanta facilidade. Então ela veio, como o lindo raio de sol que ela ainda é hoje, minha Gwyneth Reese. Quando a levamos para casa, fomos recebidos por nossos filhos de 4 anos, 2 anos e 9 meses de idade. Gostaria de poder expressar com precisão como me senti naquele momento – quando vi meus quatro bebês juntos. Fiquei sem fôlego!”.

Foto: Reprodução: What Love Matters/ Arquivo pessoal / Rebekah Laskowski

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Goldie e Gwyneth têm agora 18 meses e 9 meses. “Elas têm um vínculo incrivelmente bonito. Alguns dias são extremamente difíceis,  as fraldas, os choros, as mamadas da meia-noite, tudo isso é em dobro”, conta. No começo ela revela que não foi nada fácil encaixar as necessidades da recém-nascida na rotina junto com as da bebê mais velha, mas com o tempo deu tudo certo. “Eu me lembro de Gwynnie querer mamar e Goldie estar com fome, ao mesmo tempo. Eu não tinha ideia do que fazer ou como equilibrar os dois. Amarrei Gwyneth no sling, tirei meu peito e rezei para que meu leite não a afogasse enquanto ela mamava no sling pela primeira vez. Amarrei Goldie no cadeirão, dei um lanche e falhei imensamente em fazer as duas coisas juntas. Como mães de múltiplos fazem isso?”, Rebeka se lembra. Mas, tentando um pouquinho mais todos os dias, a rotina foi se encaixando.

Foto: Reprodução: What Love Matters/ Arquivo pessoal / Rebekah Laskowski

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“Foi no meio desse caos total que me encontrei. Embora possa haver o dobro das fraldas e de choro, há também o amor duplicado. A pura alegria e paz que esses bebês me trazem é algo que eu nem consigo colocar em palavras. Hoje tenho certeza absoluta de que meu coração foi feito para ser uma mãe para os humanos mais incríveis que eu já conheci, e dois deles simplesmente vieram ‘quase gêmeos‘!”, finaliza.

Foto: Reprodução: What Love Matters/ Arquivo pessoal / Rebekah Laskowski

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