Pais contam que médico fez parto às pressas e deixou hematomas no bebê: “Não queria se atrasar para férias”

A mãe e o pai ficaram revoltados com a atitude do obstetra. Uma queixa de 18 páginas detalha as acusações contra o homem, que foi proibido de atuar na área

Resumo da Notícia

  • Pais acusaram o médico Gerald W. Thorpe de ter deixado hematomas na cabeça do filho
  • O médico realizou o parto às pressas para não perder o voo de férias
  • Uma queixa de 18 páginas detalha as acusações contra Gerald

Após o parto do filho, os pais acusaram o médico Gerald W. Thorpe de ter causado “hematomas extremos” na cabeça do bebê. O Doutor teria realizado o procedimento às pressas com medo de perder o voo de saída para as férias. O caso aconteceu em setembro do ano passado no Hospital Comunitário TJ Samson na cidade de Glasgow, em Kentucky, nos Estados Unidos.

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O parto não ocorreu como os pais planejaram (Foto: Unsplash)

De acordo com o portal New York Post, os pais alegaram que, durante o parto, Gerald falava constantemente sobre a preocupação em não perder o voo de férias. Uma enfermeira, que auxiliava a mãe e estava presente na sala, disse que o parto estava ocorrendo lentamente. Então o Doutor disse aos pais que poderiam pedir a outro médico para fazer o parto de seu filho ou usar fórceps porque ele “tinha um avião para pegar”.

O médico usou o fórceps da maneira errada e deixaou hematomas no bebê (Foto: Getty Imagens)

Os pais permitiram que o médico usasse o instrumento, mas não pensaram que isso iria trazer danos ao seu filho. Gerald puxou o fórceps três vezes em volta da cabeça do bebê. Ele também ainda teria tentado conectar um dispositivo de vácuo à cabeça da criança para agilizar o nascimento, mas não obteve sucesso.

Depois disso, outro médico do hospital, o Dr. John Craddock,  assumiu o parto. Ele contou que Gerald se aproximou dele e disse: “Preciso que você faça esta cesariana, tenho que sair de férias”. John disse que o bebê nasceu sem batimentos cardíacos, que só voltaram depois de cerca de 4 minutos. Ele apresentou ainda “atividades semelhantes a uma convulsão” e precisou ser ventilado e receber “vários medicamentos” antes de ser encaminhado para outro hospital.

John considerou esse parto como um “desvio significativo” do atendimento padrão. Uma queixa de 18 páginas foi registrada pelo Kentucky Board of Medical Licensure, e detalha as acusações feitas contra Gerald. A queixa não informa o estado de saúde atual da criança.

O contrato do Dr. Gerald foi rescindido após o caso. Uma ordem judicial de junho o impede de continuar atuando como obstetra e ginecologista. Daniel G. Brown, advogado do médico, disse que está lutando “vigorosamente” contra as acusações. “Estamos confiantes de que ele será completamente inocentado assim que tiver a oportunidade de ser ouvido sobre esse assunto”, declarou o defensor.