Professora dirige 70 km diariamente para dar aula para aluno surdo durante pandemia

Edilson mora em uma vila e não tem internet, logo, não conseguia acompanhar as aulas online. Joyce, então, encontrou uma forma de ajudá-lo

Resumo da Notícia

  • Professora dirige 70 km diariamente para dar aula para aluno surdo durante pandemia
  • O aluno mora em uma vila, sem acesso à internet
  • No local onde ele mora, quase ninguém sabe libras, tornando o isolamento ainda mais difícil
  • A professora, então, encontrou uma forma de ajudar a família

Algumas professoras estão surpreendendo e mostrando o amor que têm pela profissão durante essa pandemia. Devido ao isolamento social, as escolas precisaram ser fechadas e as aulas passaram a ser remotas. Muitos alunos, no entanto, não tem acesso à internet para continuar estudando em casa. Algumas profissionais, porém, vêm inventando formas de continuar com a rotina de aprendizados, apesar dos empecilhos. Joyce Barcelos Barbosa, de Linhares, Espírito Santo, é uma delas.

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Edilson e a família (Foto: reprodução Globo)

Joyce é professora intérprete de uma escola, se tornando fundamental para que alunos surdos consigam aprender. Com as aulas presenciais paradas, Joyce começou a lecionar à distância. Foi então que ela percebeu que um dos alunos, Edilson, não tinha acesso à internet. Imaginando o nível de isolamento na qual o aluno estava instaurado, pela falta de conexão somada com a deficiência auditiva, Joyce decidiu encontrar a própria forma de fazer com que o aprendizado chegasse até ele.

A professora, então, começou a visitá-lo para continuar as lições. Para fazer isso, Joyce viaja um total de 70 quilômetros – ida e volta. “É uma longa parte de estrada de chão. Muitos buracos. Quando chove é bem difícil o acesso”, contou em entrevista ao Fantástico.

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Joyce que paga a gasolina e usa o próprio carro para chegar até Edilson. Apesar das dificuldades, ela não pensa em desistir e sabe da diferença que está fazendo na vida do aluno. Afinal, na vila onde ele mora, ninguém consegue se comunicar em Libras e, se não fosse pela professora, o isolamento de Edilson seria ainda mais solitário.

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