Gravidez

Mãe desabafa: “A gravidez não curou minha endometriose”

Melanie conta sua experiência com a doença durante a gestação

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Melanie fala sobre sua endometriose e gravidez (Foto: iStock)

Melanie fala sobre sua endometriose e gravidez (Foto: iStock)

Melanie não sabe dizer quantos médicos recomendaram que ela tivesse um bebê para curar sua endometriose. E depois de 1 ano e 4 meses sendo mãe, ela pode afirmar que eles realmente não sabiam o que estavam falando, pois, sem desmerecer a profissão, “a gravidez não curou minha endometriose, mas mudou meus sintomas” relatou no novo podcast da Babyology, Bellies, Bits and Babies

“Descobri que, durante a minha gravidez, não estava sofrendo da mesma maneira antes da gestação”, diz ela. “Eu acho que parte disso foi em torno do hormônio relaxante muscular e eu acho que isso ajudou com alguns dos problemas musculares.” Mas o alívio foi apenas momentâneo. Melanie acreditava que sua endometriose estava em remissão, sob seu controle, mas logo que acabou de amamentar percebeu que não era verdade. “Os hormônios mudaram novamente, e foi nesse momento que realmente percebi que não havia terminado.”

A gravidez de Melanie diminuiu seus sintomas (Foto: iStock)

A gravidez de Melanie aliviou os sintomas (Foto: iStock)

Para entender realmente como funciona a endometriose, pense em um ciclo menstrual. “Normalmente, o revestimento do útero se acumula e, em seguida, quebra e sai do corpo durante o período menstrual. No entanto, com a endometriose passam a existir células que são semelhantes as do revestimento do útero, mas que existem em outros lugares dentro e fora da pélvis ”, explicou a fisioterapeuta e especialista nas questões pélvicas Heba Shaheed. Essas células podem estar em qualquer parte do corpo, nos seus ovários, nas trompas de falópio, na bexiga e até no cérebro e nos pulmões e se comprtam como uma célula do útero, chegando até a sangrar.

Sem lugar para ir, as células se instalam em qualquer lugar do corpo, podendo causar inflamações, cicatrizes e muita dor para as mulheres. “Outras também podem ter sintomas como fadiga e muitas mulheres experimentam infertilidade“, diz Heba. Isso acontece quando as células crescem nós ovários e nas trompas de Falópio.

O melhor é fazer uma abordagem 360º, pois não são somente a cirurgia e os tratamentos hormonais que ajudam, mas sim uma mudança completa no esti