Família

Depois de ser rejeitada por três famílias, criança é adotada por casal gay

Foram anos de idas e vindas de abrigos para finalmente ganhar um lar - e dois pais!

Marina Paschoal

Marina Paschoal ,Filha de Selma e Antônio Jorge

(Foto: Reprodução/ Aline Caetano / TJ-GO)

(Foto: Reprodução/ Aline Caetano / TJ-GO)

O fim de um processo judicial foi, também, o começo para a nova vida de Enzo, de 8 anos. Depois de anos em um abrigo, ele finalmente ganhou um lar – e dois pais! O caso aconteceu em Goiás, pelo fórum de Águas Lindas de Goiás e o juiz Felipe Soares, que julgou procedente o pedido de adoção do menino para Kairon Patrick Oliveira da Silva e Sílvio Romero Bernardes Fagundes. Segundo o portal Jusbrasil de Goiás,  a audiência chegou ao fim com o choro de emoção dos três. “Eu tenho dois pais!”, o menino disse, orgulhoso. “Somos a prova de que o amor incondicional muda qualquer pessoa. Mudou o nosso filho e a gente também. Ele nos ensinou a amar mais, mas hoje a gente entende que tudo que ele teve que passar por tudo isso, por essas duas rejeições, para chegar na gente”, Sílvio contou, emocionado.

Enzo teria sido rejeitado pela família biológica e outras duas que manifestaram interesse em adotá-lo porque tem transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Mas, para os novos pais do menino, a condição não influência em nada a vontade de construir uma família. “Também não fui uma criança fácil. Se minha mãe tivesse desistido de mim eu não teria me tornado o que sou hoje. Na verdade, o que faltava para Enzo era amor e disciplina e ele não teve isso das outras famílias”, disse Sílvio, um dos pais.

Foto: Reprodução/ Aline Caetano / TJ-GO

(Foto: Reprodução/ Aline Caetano / TJ-GO)

Apesar de o processo ainda levar um tempo, Enzo já vive com a nova família. O que começou com a liberação de um fim de semana juntos, virou guarda provisória. “Já compramos tudo, papel de parede, arrumamos o quarto. No segundo dia, ele nos deu muito trabalho, no terceiro, nem se fala! Chegamos a pensar em desistir, mas resolvemos tentar de novo”, Karion conta. “Enzo não dormia sozinho e não gostava de tom