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Estudo da Pastoral da Criança mostra que obesidade infantil chega a 10% no Maranhão

Os dados fora coletados através de pesquisas e um aplicativo que avaliava peso, idade e como as crianças se alimentavam

Cecilia Malavolta

Cecilia Malavolta ,Filha de Iêda e Afonso

Segundo pesquisa, mães que trabalham são culpadas por Obesidade Infantil (Foto: Getty Images)

Uma pesquisa feita pela Pastoral da Criança com 30 mil crianças do Maranhão mostrou que 10% delas estão obesas ou com sobrepeso.

Para chegar à essa informação, a Pastoral da Criança utilizou um aplicativo para processar a analisar peso e altura das crianças. Em seguida, os dados são processados e é possível chegar a um resultado final. Esse acompanhamento é feito desde a gestação.

Os números são preocupantes, principalmente pensando no futuro, uma vez que a obesidade infantil pode levar crianças a desenvolverem doenças como a diabetes.

Amamentação é a saída

A mulher recebeu uma multa equivalente a 450 reais (Foto: Getty Images)

O crescimento dos casos de obesidade infantil está no mundo inteiro, inclusive na América Latina e no Brasil. Essa doença é sempre um fator de risco, mas a diferença da obesidade entre adultos e a infantil é que com as crianças, você pode agir mais ativamente na prevenção. Hoje, não existem opções medicamentosas nem cirúrgicas voltadas as crianças, mas um estudo feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado no Congresso Europeu de Obesidade, mostra que a amamentação é uma ferramenta poderosa nesse sentido: alimentar bebês com leite materno pode prevenir o excesso de peso em longo prazo.

Publicado no jornal especializado Obesity Facts, o estudo compara a associação entre a prática e a duração da amamentação com o peso da criança ao nascer e o índice de massa corporal dos participantes quando eles estavam com idades entre 6 e 9 anos. Foram usados dados de 100.583 meninos e meninas de 22 países europeus.

O resultado mostrou que, comparadas àquelas alimentadas exclusivamente com leite materno por seis meses, a probabilidade de ter obesidade foi maior entre crianças não amamentadas ou que receberam leite humano por períodos mais curtos. Quanto maior o peso ao nascer, maior o risco de sobrepeso na infância, algo reportado em 11 dos países avaliados.

Dicas de ouro

Ana Paula Del’Arco, nutricionista, explica que educar o paladar da criança desde cedo pode ser um dos caminhos para prevenir a obesidade infantil. Além disso, ela deu 6 dicas para educar o paladar do seu filho e evitar esse problema.

  • Aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade
  • Introdução alimentar a partir dos 6 meses de idade
  • Introduzir diferentes tipos de alimentos saudáveis e nutritivos às crianças
  • Incentiva a curiosidade
  • Não adicionar sal à alimentação
  • Não oferecer alimentos com açúcar

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