Saúde

Pais decidem não fazer o tratamento de quimioterapia no filho de três anos e história vira caso de polícia

Eles alegavam que o menino não precisava mais de acompanhamento médico

Nathalia Lopes

Nathalia Lopes ,Filha de Márcia e Toninho

Os pais do menino estão sendo investigados por negligência (Foto: Reprodução/Facebook Taylor Bland)

Taylor Bland-Ball e Joshua, um casal americano e pais de Noah, um menino de três anos, tiveram a guarda do filho tomada pelo conselho tutelar. A criança foi levada dos pais porque eles se recusaram a continuar com o tratamento de quimioterapia contra a leucemia que o menino enfrenta.

O The Washington Post diz que, mãe do menino é assistente de parto holística, ela acredita no poder de vitaminas e produtos minerais e orgânicos. Ela postou uma foto com o filho em uma praia e comemorou a cura do menino: “Nós saímos daquele hospital, sem células cancerígenas. Os médicos estão impressionados com sua rápida recuperação e força!”

Só que Noah não estava curado, Taylor explica no post que fez duas sessões de quimio com o menino e que depois continuou o tratamento com: “Alecrim e prata coloidal, reishi cogumelo chá e sementes de damasco amargo, para citar alguns. Esta é uma das nossas muitas terapias alternativas para a cura.”

Os pais do menino postaram isso no dia de 16 de abril, mas no dia 22 a polícia já tinha outra versão da história, os médicos perceberam que a criança não tinha voltado para continuar com as sessões e resolveram fazer uma denúncia.

Noah, com apenas três anos, passou a ser uma das crianças mais procuradas de Tampa. O Xerife responsável pelo distrito publicou que: “Em 22 de abril de 2019, os pais não conseguiram trazer a criança para um procedimento hospitalar clinicamente necessário. Os pais se recusaram a continuar com os cuidados médicos que a criança precisa para viver.”

A criança foi encontrada, refez os exames e então a polícia confirmou que ele não havia sido curado, ele está com leucemia linfoblástica aguda. Agora Noah  está sob tutela do estado e fazendo todos os procedimentos necessários para o tratamento completo.

Taylor e Joshua estão sendo processados por negligência e também, segundo o The Washington Post, acusam a polícia de estar sequestrando a criança: “sequestro-médico”. O jornal americano conversou com Bijal D. Shah, diretor do centro médico de leucemia linfoblástica aguda do Moffitt Cancer Center de Tampa.

E Bijal afirma que: “O tratamento foi notavelmente bem sucedido, com uma taxa de cura de 90% – mas que pode exigir dois anos e meio de quimioterapia. Se parar antes, o câncer pode sempre voltar. Eu os coloco na mesma caixa daqueles que temem a vacinação.”

Taylor é contra medicações que não sejam naturais (Foto: Reprodução/Facebook Taylor Bland)

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