Família

Crianças que participam de decisões junto com os pais têm mais chances de serem adultos engajados

O estudo foi realizado nos Estados Unidos

Ingrid Campiteli

Ingrid Campiteli ,filha de Sandra e Paulo

A conexão entre pais e filhos, ajuda no futuro das crianças (Foto: Reprodução / GettyImages)

De acordo com um estudo da Escola de Saúde Pública John Hopkins Bloomber, nos Estados Unidos, crianças que se sentem ligadas aos pais e são incluídas na discussão de problemas familiares têm mais chances de se tornarem adultos engajados, com senso de propósito e relacionamento positivos.

Segundo a pesquisa, independente de renda, histórico de saúde familiar e exposição a experiências negativas, como violência no bairro, as crianças que têm conexão e resiliência na família são ligadas àquelas que possuem um desenvolvimento emocional positivo.

Para chegar nessa conclusão, os pesquisadores pegaram dados de 51 mil crianças americanas entre seis e 17 anos. Os pais ofereceram dados básicos como histórico de saúde familiar e renda e também responderam um questionário dividido em quatro partes: desenvolvimento infantil, resiliência e conexão familiar e exposição das crianças a experiências diferentes.

Na primeira parte, foi considerada que a criança tinha um bom desenvolvimento emocional quando os pais responderam que as seguintes afirmações eram verdadeiras sobre o filho. “Ele é curioso e interessado em aprender coisas novas”, “Ele é capaz de trabalhar para cumprir as tarefas que começou”, “Ele é capaz de se manter calmo e controlado quando encara um desafio”.

Para conferir o quão a família tem uma conexão, a pergunta: “São capazes de compartilhar ideias ou conversar sobre coisas que realmente importam” deveria ter sido respondida com “muita frequência”.

Agora a resiliência familiar foi determinada em relação à frequência que a família resolve uma situação difícil, trabalha junto para superar os desafios, reconhece que tem forças para seguir em frente e sem mantêm esperançosa mesmo em tempos difíceis.

A conclusão dos pesquisadores com crianças americanas foi que apenas 40% tem um desenvolvimento emocional positivo, uma das características determinantes para que se tornem adultos resilientes no futuro, e essa características foi três vezes mais comum entre as famílias que colocaram os maiores níveis de resiliência e conexão do que as outras.

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