Família

Marca troca embalagem de plástico por papel que pode dobrar e virar origami no Japão

Mudança de material na embalagem pode criar uma atividade divertida para as crianças e também ajudar o planeta

Cinthia Jardim

Cinthia Jardim ,filha de Luzinete e Marco

KitKat inova com embalagens diferentes no Japão (Foto: reprodução / Independent)

E se sua embalagem de comida virasse um origami? Isso já é possível! No Japão, a marca de chocolates KitKat, resolveu trocar sua embalagem tradicional de plástico por uma de papel e além de ser sustentável, pode virar uma atividade divertida. Uma das promessas da empresa é a de, até 2025, 100% dos produtos apresentarem embalagens recicláveis ou reutilizáveis.

Ao todo, serão cinco versões mini do KitKat, que também serão repaginadas visualmente. Um dos principais objetivos da marca será recordar a prática japonesa de fazer origamis e resgatar valores da cultura. Com a mudança, serão poupados 380 toneladas de plástico por ano.

Sabores disponíveis do produto (Foto: reprodução / Independent)

A primeira fase de lançamento terá cinco sabores clássicos, incluindo o original, matcha e otona no amasa, que é um tipo de chocolate com menos açúcar. Junto ao produto, será mandado também um manual de instruções para fazer o origami, que incentivará o reuso do plástico, sem apenas jogá-lo fora.

As mudanças irão passar a acontecer apenas no próximo ano, pois ainda será desenvolvido um material biodegradável que não retire a crocância do chocolate. Para esse semestre, o plástico será mantido. A ação será um grande passo para outras empresas também desenvolverem embalagens mais sustentáveis e criativas, permitindo assim a redução do uso de plástico e a diversão garantida.

Plástico pode ser prejudicial ao corpo

Pesquisa indica que plástico pode entrar no organismo das crianças (Foto: reprodução / Getty Images)

O resultado foi assustador: encontraram cerca de 11 de 15 ingredientes plásticos presentes em 97% das amostras de sangue e urina. Embora alguns produtos sejam inofensivos para o corpo, os pesquisadores estão preocupados com com os altos níveis de ácido perfluorooctanóico (PFOA).

Essa substância pode ser prejudicial ao sistema reprodutivo e ao fígado. “Nosso estudo mostra claramente que os ingredientes plásticos, que são cada vez mais usados, também estão aparecendo cada vez mais no corpo”, disse Marike Kolossa-Gehring, uma dos autoras do estudo.

Segundo os dados, as crianças com mais novas foram as mais prejudicadas. Dentro desse grupo, os pequenos de baixa renda apresentaram um nível mais elevado de plástico no organismo do que as crianças de alta renda. “É muito preocupante que as crianças mais novas, que é o grupo mais sensível, também sejam as mais afetadas”, disse a pesquisadora.

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