Vitória! Gêmeas siamesas de 1 ano são separadas após 11 horas de cirurgia

Os pais sabiam da possibilidade delas não sobreviverem à operação, mas tudo ocorreu como o esperado e hoje a família está se adaptando às duas separadas

Resumo da Notícia

  • Gêmeas siamesas são separadas após 11 horas de cirurgia
  • As duas estavam há 13 meses unidas do peito à barriga
  • A cirurgia contou com o trabalho de mais de 25 especialistas
  • A família comemora a volta para casa

Duas gêmeas siamesas, que nasceram unidas do peito à barriga, foram separadas após uma cirurgia de 11 horas, que contou com o trabalho de mais de 25 especialistas. As garotas, Sarabeth e Amelia Irwin, 1 ano, nasceram em junho de 2019, e passaram os primeiros 13 meses de vida grudadas uma a outra, como se estivessem se abraçando. As meninas tinham o próprio coração, dois braços cada uma e duas pernas cada, mas dividiam o fígado.

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A família está se readaptando à rotina das duas (Foto: reprodução The Sun)

“Um momento muito emocionante e extraordinário para todos na sala foi quando a última incisão foi feita para separar as garotas”, relembrou o Dr. George Mychaliska, que liderou a equipe cirúrgica em entrevista à CTV News. A cirurgia estava agendada para fevereiro, mas as meninas acabaram contraindo uma pneumonia. Mesmo depois de curadas, a operação teve que ser adiada, devido à pandemia de coronavírus.

Durante a operação, os pais precisaram ficar do lado de fora, no carro da família. . Sarabeth voltou para casa no final de agosto, seguida por Amelia no dia 5 de setembro. Desde então, os pais e a irmã mais velha, Kennedy, estão comemorando a vitória e se adaptando a nova rotina com as duas separadas.

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Vitória! Gêmeas siamesas de 1 ano são separadas após 11 horas de cirurgia (Foto: reprodução CTV News)

“Nós simplesmente continuamos dizendo: ‘Elas estão em camas separadas’. Parece uma coisa normal. Mas para nós, é incrível. Sarabeth e Amelia são pessoas diferentes, com atitudes e personalidades próprias. Elas merecem viver suas próprias vidas. Sempre terão um vínculo forte, mas sabíamos que tínhamos que dar a elas a chance de se separarem porque são pessoas diferentes. Agradecemos aos médicos que lhes deram essa chance”, contou o pai, Phil, em entrevista o blog Michigan Health.

“É a melhor sensação segurá-las, abraçá-las e aconchegá-las. O mais difícil era não saber o que iria acontecer. Elas são garotinhas saudáveis, ​​com personalidades diferentes, que simplesmente ficaram juntas. Sempre soubemos que tínhamos de dar a elas a chance de viver suas vidas de forma independente, mas era muito difícil imaginá-los passando por uma cirurgia tão grande. Mal posso esperar para vê-las passando por todos os grandes marcos, como engatinhar e caminhar, além de vê-las crescer”, acrescentou a mãe, Alisson.

A descoberta

A família descobriu que elas nasceriam grudadas durante um ultrassom (Foto: reprodução The Sun)

O casal ficou sabendo que teriam gêmeas siamesas durante um ultrassom realizado em 2019, quatro meses antes do parto cesariana. “Lembro-me deles brevemente colocando as meninas no meu peito. Foi muito doce e especial ser capaz de segurá-las e vê-las pela primeira vez”, contou Alyson ao Detroit Free Press.

A família sabia que as meninas poderiam não sobreviver tempo suficiente para a cirurgia, mas tudo ocorreu como desejado. As duas foram as primeiras gêmeas siamesas a se separarem com sucesso no estado americano de Michigan. De acordo com o portal Detroit Free Press, cerca de 60% dos gêmeos siameses não sobrevivem ao parto e menos ainda vivem o suficiente para receber alta do hospital.

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