Caso confirmado: Brasil tem primeira reinfecção de coronavírus e 60 testes em análise

A Universidade de São Paulo está analisando 62 casos, sendo um deles já confirmado, em busca de descobrir se é possível ou não pegar o Covid-19 mais de uma vez

Resumo da Notícia

  • A Universidade de São Paulo (USP) tem estudado 62 possíveis casos para tentar descobrir se é possível se reinfectar do novo coronavírus
  • Existem hipóteses de que ou ocorreu alguma mutação do vírus ou o paciente não produziu anticorpos suficientes no primeiro contágio
  • Ainda não se sabe se na segunda vez os sintomas são mais fortes ou mais levianos.

Em busca de descobrir se dá para se reinfectar do novo coronavírus, segundo a CNN, o Brasil está estudando 62 possíveis casos, um deles já foi confirmado pela Universidade de São Paulo (USP), de uma moradora da cidade de Ribeirão Preto. O estudo foi publicado até em revistas internacionais.

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A causa da reinfecção continua um mistério, segundo o infectologista, Fernando Bellissimo, coordenador dessa pesquisa, da Faculdade de Medicina da USP. Ele ainda colocou em pauta que pode ter relação com a mutação do vírus ou algo no sistema imunológico do paciente.

O infectologista, Fernando Bellissimo durante a entrevista (Foto: Reprodução/ CNN)

Há hipóteses de que existem pessoas que não têm uma grande produção de anticorpos com o primeiro contato com a doença, estando suscetíveis a mais contágios da Covid-19.

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Ele ainda explicou: “Nessa segunda fase da pesquisa, estamos estudando a imunidade dessas pessoas para saber se elas se reinfectaram, porque o vírus sofreu mutação e enganou o sistema imune delas, ou se o sistema imune não reagiu o suficiente diante da primeira infecção e, por isso, ela estaria se infectando agora”.

O caso confirmado

A paciente confirmada, 38 dias depois de que apareceram os primeiros sintomas, teve contato com a doença novamente e testou positivo para o coronavírus em ambos os casos. Geralmente, segundo o infectologista o intervalo entre o primeiro e o segundo contágio é de 45 a 60 dias.

O intervalo entre o primeiro e o segundo contágio é geralmente de 45 a 60 dias (Foto: Getty Images)

O doutor ainda não tem a resposta se na segunda vez os sintomas são mais fracos ou mais fortes.”No caso dessa paciente, ela teve sintomas mais intensos na segunda vez do que na primeira, mas não ficou grave em nenhum momento. Um caso publicado por um hospital do Ceará, documentou que um paciente teve uma forma moderada na segunda vez. Em outro caso, nos Estados Unidos, o paciente veio a falecer. Ou seja, ainda não dá para traçar um panorama geral porque não sabemos.”, contou.

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