Bebês

OMS faz pesquisa sobre a quantidade de açúcar nas papinhas e o resultado é assustador

O estudo analisou, especificamente, 516 lojas e 7.955 papinhas

Nathalia Lopes

Nathalia Lopes ,Filha de Márcia e Toninho

O estudo analisou, especificamente, 516 lojas e 7.955 papinhas (Foto: iStock)

Como anda a alimentação do seu filho? Se ele ainda está na fase das papinhas, vale prestar atenção no estudo feito pela OMS (Organização Mundial da Saúde). A pesquisa  revela que as papinhas industrializadas estão com mais açúcar do que deveriam.

A OMS tava de olho em tudo, nos rótulos, nas embalagens e também nas promoções e divulgações feitas por aqueles que se dizem parte da indústria alimentícia infantil. Tudo isso aconteceu entre novembro de 2017 e janeiro de 2018, na Áustria, Bulgária, Hungria e Israel.

Eles tinham objetivo de ver quais eram as idades adequadas para cada alimento, mas descobriram que algumas papinhas estavam sendo comercializadas com dados falsos, tendo mais açúcar e calorias do que é recomendando para crianças de três anos.

Os dados 

O estudo analisou, especificamente, 516 lojas e 7.955 papinhas e, infelizmente, os resultados são de dar medo: mais de 30% das calorias da metade ou mais dos produtos provinham dos açúcares.

Que por sua vez são provenientes de suco concentrado ou de substâncias como os edulcorantes. Quando a papinha em questão, é a de fruta, dá ainda mais pavor: a quantidade de calorias que vinham do açúcar chegou a 70%.

E a própria OMS diz que até os 3 anos de idade apenas 5% dos alimentos das crianças deve ser composto por açúcar. Depois dos três anos, não muda muita coisa. Seu filho só vai poder ingerir apenas 15%.

Apesar dessas quantidades de açúcares, o estudo diz que de 28% a 60% dos produtos estavam sendo vendidos como adequados para bebês com menos de seis meses. E isso vai contra o Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno, e o próprio guia alimentar, ambos da OMS.

Recomendações 

A recomendação de longa data da OMS afirma que as crianças devem ser amamentadas, exclusivamente, durante os primeiros 6 meses. A orientação global de 2016 sobre o fim da promoção inadequada de alimentos para bebês e crianças pequenas afirma explicitamente que os alimentos complementares comerciais não devem ser anunciados para bebês com menos de 6 meses de idade.

“A boa nutrição na primeira infância e na infância continua sendo a chave para garantir o crescimento e desenvolvimento ideais da criança e melhores resultados de saúde na vida adulta – incluindo a prevenção do excesso de peso, obesidade e doenças não transmissíveis relacionadas à dieta (DNTs)”, diz o Dr. Zsuzsanna Jakab, Diretor Regional da OMS para a Europa.

Fora isso, a Organização também indica que se a mãe puder, que ela amamente o filho até os dois anos de idade. Afinal, não existe alimento mais completo e rico do que o leite da mãe que é feito especialmente para as necessidades do filho.

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