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Criança

8 dicas para criar uma menina confiante

Não existe idade certa quando o assunto é ensinar sua filha a importância de se amar

Redação Pais&Filhos

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(Foto: Reprodução)

Sua filha precisa aprender a amar a si mesma (Foto: Reprodução)

Ser mãe de menina não é fácil, a gente sabe. Além dos desafios da maternidade, de educar e criar uma criança saudável e feliz, é preciso focar em mais uma coisa: ensinar sua filha a se amar exatamente do jeito que ela é.

Criar uma menina com amor próprio faz com que ela cresça segura de si e aprenda a fazer escolhas mais positivas para sua vida – e isso reflete em outras pessoas também. “Ter amor próprio envolve reconhecer seus pontos fortes e se agarrar neles, isso nos leva a confiar em nós mesmos sem medo de errar, pois vamos ver a falha como possibilidade de tentar de novo”, explica Mônica Pessanha, psicoterapeuta de crianças e adolescentes e mãe de Melissa.

Mas atenção: “A autoestima é sobre gostar de você e de quem você é. Isso não significa ser excessivamente confiante – basta acreditar em si mesmo e saber o que você faz bem”. Ou seja, isso não quer dizer ter que diminuir os outros ou se achar melhor do que qualquer colega.

Como você deve ter percebido, esse é um assunto sério. Por isso, ensinar o jeito certo de se gostar e se tornar uma pessoa “sou mais eu” é importante, mas não é um caminho tão difícil quanto parece.

FILHO DE PEIXE…
Os pais, especialmente mães, têm uma influência enorme em relação ao comportamento dos filhos. Até mesmo os adolescentes, que são mais facilmente induzidos pelos amigos, dizem que a mãe deles é mais importante. Ou seja, é provável que você seja tudo para a sua filha e, especialmente, seu maior exemplo.

E a maneira como você age influencia em grande parte o comportamento dela. “A tendência natural das crianças é imitar o que observam, então é essencial que os pais demonstrem também autoestima, conta a psicoterapeuta.

As coisas que você diz, principalmente sobre você mesma, interferem na maneira como sua filha se enxerga agora e futuramente. Por isso, é muito importante passar para ela uma imagem positiva das coisas. Quando você mostra que se ama, por exemplo, você a incentiva a fazer o mesmo – e ela crescerá sabendo que é boa sendo quem ela é.

(Foto: Reprodução)

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É PAPEL DO PAI TAMBÉM
A missão de tornar sua filha uma menina confiante não é só da mãe: o pai tem um papel fundamental nesse processo. E, não se engane: construir a autoestima vai muito além de elogiar aparências. “Quando você valoriza o caráter da sua filha ou a parabeniza por ser paciente com o irmão mais novo, mostra que você a vê da maneira que ela verdadeiramente é”, explica Meg Meeker, pediatra americana e autora do livro “Pais Fortes, Filhas Fortes”.

(Foto: iStock)

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INCENTIVO É O SEGREDO
De cara vamos te dar um dado chocante: entre o ensino fundamental e médio, a autoestima de uma garota cai 3,5 vezes mais do que a de um garoto, de acordo com a Organização Internacional Associação Americana de Mulheres Universitárias. Portanto, incentivar sua filha a amar sua singularidade é o melhor caminho para que ela cresça confiante e com uma base emocional forte.

Encoraje sua filha a descobrir suas paixões sem impor limites. Durante um passeio à biblioteca, por exemplo, deixe que ela escolha o que quer ler e por quais assuntos ela se interessa.

Quando o assunto for esportes, apresente várias opções e peça para ela sugerir algo também ao invés de impor uma aula de dança ou teimar em alguma atividade só porque você gosta. Depois que ela mostrar interesse, dê muitas chances para que ela explore suas escolhas. Fazer o que se gosta é o caminho para descobrir e despertar o amor próprio.

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QUESTÃO DE CONFIANÇA
Deixar que sua filha erre de vez em quando pode ser bom, já que o processo de falhar e assumir riscos ajuda a criança a construir sua autoconfiança. Quando elas são ensinadas a fazer tudo sempre certo, podem entender que errar significa “não ser boa o suficiente”. Por isso, mostre que isso faz parte da vida – e que tudo bem!

Outra maneira de estimular a confiança é dar pequenas tarefas para que ela faça sozinha. “As palavras e ações têm um impacto poderoso na vida dos filhos, então para reforçar a confiança devemos ensiná-los a responsabilidade e incentivá-los a seguir seus sonhos”, Mônica indica.

O ato de deixar que sua filha observe suas lutas e conquistas ajuda a mudar o olhar dela em relação aos problemas: ao ver seus desafios sendo superados, ela passa a entender que também pode fazer isso, uma vez que a mãe é capaz. E isso será levado para o resto da vida.

A confiança vai surgir com o tempo se toda a família trabalhar em conjunto (Foto: Shutterstock)

A confiança vai surgir com o tempo se toda a família trabalhar em conjunto (Foto: Shutterstock)

SENTIMENTO É COISA SÉRIA
O início da vida escolar também é o começo da vida social. Como tudo que é novo, conflitos podem surgir, como não se dar bem com alguém ou não se enturmar. Quando isso acontece, é hora de ensinar a lidar com a situação e os sentimentos envolvidos.

“Ensine a criança a enfrentar o problema incentivando-a a pensar com calma, ouvir os pontos de vista de outras pessoas e a encontrar possíveis soluções. Isso constrói importantes habilidades para a vida”, aconselha a psicoterapeuta. É importante explicar que demonstrar sentimentos não é um problema.

Respeite o tempo dela e mostre o lado positivo dessas situações. “Meninas aprendem a cuidar das emoções das outras pessoas primeiro desde muito cedo e categorizam como algo ruim sentir insegurança, raiva ou ciúme”, explica Simone Marean, cofundadora e diretora executiva da organização americana Girls Leadership. Então, vamos combinar: não existe sentimento que não deva ser sentido.

(Foto: Getty Images)

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NÃO É MÁGICA
A autoestima da criança depende do apoio da família, do encorajamento a fazer coisas novas e do reconhecimento por coisas importantes. Mas, para ajudar sua filha a se tornar uma criança segura e que gosta de quem ela é, não há nada mais importante do que demonstrar amor e confiança: esse é o primeiro passo para que ela se torne uma adulta com amor próprio e passe esses valores para frente.

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MIND THE GAP
Há 10 anos um time de engenheiras do Google resolveu mostrar para as meninas que elas podem seguir carreiras na área de tecnologia. E assim surgiu o projeto Mind The Gap (em português, algo como “cuidado com o vão”), que chegou ao Brasil em 2014.

Em sua última edição, que aconteceu em agosto, em Belo Horizonte, a Pais&Filhos acompanhou de perto. Foram mais de 90 meninas de escolas públicas e particulares de vários estados do país reunidas no escritório do Google. Durante dois dias elas conheceram mulheres de tecnologia da empresa e até aprenderam um pouco de programação.

A Camila Matsubara, filha de Eduardo e Sueli, é engenheira de software e uma das responsáveis pelo projeto chegar em solo brasileiro: “A gente quer fazer com que as meninas acreditem que elas podem ser quem elas quiserem”.

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ELA PODE, SIM!
Existem várias maneiras de criar uma menina segura e confiante. E quer uma opção melhor de descobrir isso do que com vários livros que falam que uma garota pode ser o que quiser? São tantos que ficou até difícil escolher. Vale a pena a leitura!

AMORAS (Emicida | Companhia das Letrinhas)

(Foto: Reprodução | Companhia das Letrinhas)

Cheio de poesia, o livro fala sobre a importância do amor próprio, mesmo nas pequenas coisas – como em uma amora! (Foto: Reprodução | Companhia das Letrinhas)

AS CIENTISTAS: 50 MULHERES QUE MUDARAM O MUNDO (Rachel Ignotofsky | Blucher)

(Foto: Reprodução | Blucher)

Conto de fadas? Não! Esse livro fala sobre mulheres que fizeram a diferença na ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Tudo na linguagem infantil, claro. (Foto: Reprodução | Blucher)

HISTÓRIAS DE NINAR PARA GAROTAS REBELDES (Elena Favilli | Vergara&Riba)

(Foto: Reprodução | Vergara&Riba)

São 100 histórias sobre cientistas, artistas, estilistas e várias outras mulheres que entraram para a história e são inspiração até hoje. (Foto: Reprodução | Vergara&Riba)

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