Gravidez

5 dicas para você escolher a melhor maternidade para você

Aliás, esse é um momento superimportante para você e seu filho

Nathália Martins

Nathália Martins ,Filha de Sueli e Josias

(Foto: Shutterstock)

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É quase automático. A cada mês que a gravidez avança pensamos ainda mais no dia do nascimento do nosso filho. Até esse dia chegar, no entanto, muita água vai rolar. Além do nome, do enxoval e dos muitos exames de pré-natal, também precisamos pensar na maternidade em que o nosso bebê vai chegar ao mundo. São muitas opções, por isso visitar alguns locais com antecedência, checar preços, entender quais as condições de pagamento e os serviços incluídos no pacote é superimportante. Tudo isso junto com o seu médico, claro.

“Considere a rede credenciada do plano de saúde, leve em conta sugestões de conhecidas que já utilizaram os serviços da maternidade e procure saber se o hospital é acreditado (certificado por instituições que atestem sua qualidade)”, orienta o médico ginecologista e obstetra Paulo Januzzi, diretor de Atenção à Saúde e Intercâmbio da Central Nacional Unimed.

Segurança

Mesmo que o lugar seja bem indicado, o olhar atento para a segurança é válido. É essencial verificar como funcionam as recepções das maternidade e os corredores. No Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, por exemplo, há controle de acesso em todas as entradas do hospital. “Nos andares de berçário ainda tem um segundo controle de acesso, onde os visitantes são novamente identificados”, diz Adriana Policastro, filha de Thereza e Décio, coordenadora de enfermagem da maternidade do Hospital.

De acordo com a enfermeira, o Einstein conta também com pulseira eletrônica para rastreamento do bebê do nascimento até a alta. O sistema se parece com os usados em lojas. Existe um sensor colocado nas portas é ligado à pulseira do bebê, fazendo com que um sinal sonoro seja emitido caso haja deslocamento não autorizado.

O Grupo Santa Joana também conta com o mesmo sistema nas suas maternidades. Além disso, possuem monitor de TV instalado no quarto, que passa imagens em tempo real dos corredores do hospital. “O bebê passa a maior parte do tempo no quarto, mas, nos momentos em que é levado em um berço de transporte para o berçário, para as consultas do pediatra e demais especialistas, a família pode acompanhá-lo por meio do sistema de câmeras”, explica Clery Gallacci, mãe de Fernando e Luca, pediatra do Hospital e Maternidade Santa Joana.

Ter seguranças pelos corredores é outro ponto importante a se considerar ao escolher na maternidade. Essa é uma das preocupações da Casa de Saúde São José

“Dispomos de segurança nos principais acessos às unidades de internação, berçário e saídas do hospital, assim como no acesso aos elevadores. Todas as visitas são identificadas com uma etiqueta, na qual consta o nome da pessoa e o número do quarto que pretende visitar”, diz Gisele Costa, filha de Valmir e Enilse, coordenadora de Enfermagem da Casa de Saúde São José.

Conforto

Finalmente, poder conhecer aquele serzinho que aguardamos por nove meses é maravilhoso, mas não há como negar que o dia é cansativo e pode até ser um pouco estressante. Sendo assim, na hora de escolher a maternidade, é interessante verificar as acomodações do quarto e da sala de parto, já que conforto no trabalho e no pós parto é fundamental!

Na maternidade do Hospital São Cristóvão conforto é preocupação constante. “Nossas suítes possuem ar-condicionado, frigobar, cofre, secador de cabelo, além de álcool, pia e torneira”, afirma o ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Fábio Muniz, pai de Lívia e Rafael. O especialista também conta que o hospital está em busca constante para oferecer acomodações cada vez mais modernas, funcionais, confortáveis e com segurança na assistência à mãe e ao bebê.

Álcool gel, pia e torneira são essenciais no quarto principalmente para a higienização das visitas de interessados em conhecer o novo membro da família. O ideal, no entanto, é limitar as visitas a parentes mais próximos, como pai, irmãos e avós. Mesmo assim, elas devem ser curtas (cerca de 15 minutos), para que o bebê e a mãe possam descansar.

Alerta máximo para pessoas com gripes, resfriados e outras doenças: elas não podem conhecer o bebê na maternidade. “Também não é recomendável fazer visitas à noite, nem no dia exato do nascimento. Ligue sempre antes, nunca não apareça de surpresa”, acrescenta o dr. Paulo Januzzi.

Micos

Todas essas recomendações são contraditórias a um comportamento comum das famílias nos últimos anos. Pais estão disponibilizando cada vez mais recursos para ficarem confortáveis junto com as visitas no quarto. Além das tradicionais lembrancinhas, muita gente leva até máquina de café e petiscos. Se for a sua vontade e da sua família, tá mais do que liberado. Mas, antes, certifique-se se as normas da maternidade escolhida aceitam todos os itens. Alguns pedem que equipamentos que necessitem suporte elétrico recebam consulta prévia no setor de Hotelaria para a adequação das tomadas, pois adaptadores podem ser necessários.

Em retribuição à acolhida dos novos pais, alguns visitantes costumam levar presentes para a família. As flores, famosas por serem uma lembrança elegante, não podem entrar no quarto da maternidade. “Caso os pais venham a receber flores de alguma visita, na porta de cada quarto é colocado um suporte específico para acondicioná-las. A restrição foi implementada devido ao risco de infecções, além dos casos de alergias”, explica Gisele Costa, filha de Valmir e Enilse, coordenadora de Enfermagem da Casa de Saúde São José.

Dia certo

As cesáreas só podem ser agendadas depois da 39ª semana de gestação. A nova regra foi definida em junho de 2016 pelo Conselho Federal de Medicina. O órgão se baseou em pesquisas do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (EUA) para definir a nova data. Antes, os bebês já eram considerados prontos para nascer na 37ª semana de gestação.

Os estudos do Colégio Americano comprovam que se o bebê nascer antes da 39ª semana as chances de ter dificuldades para manter a temperatura corporal, para se alimentar e de ter síndrome do desconforto respiratório são maiores.

O agendamento antes da 39ª semana é permitido se o médico indicar a cesárea, o que pode acontecer, por exemplo, se o bebê estiver com o cordão umbilical enroscado no pescoço ou em situações de risco. “A cesárea também pode ser necessária em casos de doenças, como pré-eclâmpsia (disfunção dos vasos sanguíneos com hipertensão arterial)”, acrescenta o ginecologista e obstetra Paulo Januzzi.

Hora de ir pra casa

 Depois da chegada do bebê e dos dias necessários para a recuperação no hospital, é hora e levar seu filho para conhecer a casa dele. Antes disso, alguns cuidados devem ser levados em conta. A primeira coisa é instalar o bebê conforto no carro. Isso deve ser pensado antes mesmo do bebê nascer. Também é preciso se planejar para ter alguém que possa ajudar sua família nos primeiros cuidados. “A mãe deve estar voltada somente para os cuidados com o bebê, para evitar que fique estressada, prevenindo o bloqueio da produção de leite”, diz Márcia Kuriki Borges, mãe de Renata, Fernanda e Paulo e supervisora da equipe de enfermagem do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim.

Pensando na tranquilidade dos pais nos primeiros dias, alguns hospitais também disponibilizam cursos que ensinam primeiros cuidados. “Oferecemos cursos para pais, onde são abordados os seguintes assuntos: modificações na gravidez e cuidados; sinais de trabalho de parto; tipos de parto e anestesias; palestra com pediatra; pós parto e cuidados; amamentação e cuidados com o bebê”, conta a supervisora da equipe de enfermagem do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim.

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