Recém-Nascido

Recém-nascido: 6 dúvidas que toda mãe de primeira viagem tem

Os primeiros dias com o bebê não são fáceis e ele pode ter alguns sintomas fora do comum. Mas calma, apesar do susto, na maioria das vezes eles são normais

Rhaisa Trombini

Rhaisa Trombini ,Edileyne e Geraldo

Ser mãe de primeira viagem não é nada fácil, mas calma, vamos te ajudar! (Foto: Getty Images)

Pais de primeira viagem costumam se preparar teoricamente para a chegada do bebê. Mas, na hora do vamos ver, quando alguns sintomas que não estavam no “script” aparecem no recém-nascido, a preocupação vem junto – só que em dobro! E isso é completamente normal, já que estão encarando a difícil tarefa de serem mãe e pai pela primeira vez.

E atire a primeira pedra quem nunca ligou para o pediatra ou foi parar no hospital no meio da noite e, no final das contas, não era nada demais. Pois é, a gente sabe como é… Para te ajudar a diferenciar o que realmente precisa de atenção ou quando ficar em alerta, a pediatra americana Wendy L. Hunter pontuou alguns casos.

MANCHA VERMELHA OU CAROÇO NO PEITO
Vale ficar de olho se um caroço vermelho e quente aparecer no peito do recém-nascido. A causa provavelmente é uma passagem de hormônios da mãe para o bebê, pela placenta. Isso pode acarretar esse aumento transitório da mama, tanto em meninas, como em meninos também, mas que dura no máximo 2 meses. Pelo menos 50% das crianças vão passar por isso e geralmente o aumento é simétrico e acontece nas duas mamas. Os caroços desaparecem com o tempo.
➜ Quando se preocupar: “Quando a região da mancha estiver quente e houver febre, consulte um médico para ter certeza do que pode ser, principalmente se acontecer apenas em um dos lados – com esses sintomas é possível que seja uma infecção do tecido mamário ou da glândula que fica em volta. O desenvolvimento do tecido mamário pode acontecer em recém-nascidos e durante a puberdade, mas se aparecer em outros momentos da vida da criança deve ser investigado”.

RESPIRAÇÃO ESTRANHA
Pode acontecer do seu bebê respirar muito rápido durante cerca de 20 segundos enquanto dorme e logo em seguida parar completamente. Parece assustador só de ler? Então calma. Embora esse tipo de respiração intermitente pareça preocupante, a chamada “respiração periódica” é comum. Segundo a pediatra, os bebês normalmente respiram mais rápido que as crianças mais velhas porque seus pulmões são pequenos em relação ao tamanho do corpo. O recém-nascido ainda não tem consciência de que precisa respirar e faz essa pausa até que os níveis de dióxido de carbono no corpo se tornem altos o suficiente para acionar os sensores da respiração.
➜ Quando se preocupar: “Se o seu bebê estiver com coloração azulada ou cinzenta em volta da boca ou parecer estar com muita dificuldade para respirar, ligue para o seu médico imediatamente”.

O NARIZ PARECE ENTUPIDO
Se com poucas semanas de vida ele parece estar com o nariz congestionado, mas não tem nenhum outro sintoma que possa ligar a uma possível gripe ou resfriado, pode ser que seja culpa (novamente) do estrogênio. O hormônio, que é passado da mãe para o filho no útero e/ou durante a amamentação, pode causar essa congestão – mas que é normal e estimula as vias nasais dele. O sintoma costuma desaparecer aos 2 meses e, aos 6, as passagens nasais dobram de tamanho, e o sintoma fica quase imperceptível, se é que ainda existe.
➜ Quando se preocupar: “Vá para o pronto-socorro se seu filho estiver inflando as narinas enquanto respira (isso pode significar que essa é a única maneira dele conseguir abrir a passagem para respirar) ou se o peito ou a barriga estiverem repuxados. Esses são sinais de desconforto respiratório”.

Fique de olha na respiração do seu filho (Foto: iStock)

ESPASMOS QUE PARECEM CONVULSÕES
Sabe quando o bebê está dormindo e do nada começa a se mexer incontrolavelmente? Então, antes de levá-lo imediatamente para o pronto-socorro, tenha certeza que não é algo simples, como soluço, por exemplo. “Eles têm sistema nervoso imaturo e seus movimentos são ainda mais descoordenados durante o sono”, explica o neurologista pediátrico do Hospital Infantil Rady, em San Diego, Michael Zimbric. Estudos também mostraram que isso pode ser causado por um barulho alto ou pelo toque.
➜ Quando se preocupar: “Para saber se o bebê está realmente tendo convulsões, preste atenção se os movimentos ocular e físico estão normais. Se o bebê estiver com dificuldade para respirar, ficando com coloração azul ou se a convulsão durar mais do que cinco minutos, vá imediatamente para o hospital”.

PELE ALARANJADA
O fenômeno muito comum que deixa os bebês com peles alaranjadas é chamado “carotenemia” e é causado pela ingestão de muitos vegetais ricos em beta-caroteno, como batata-doce e cenoura – além de estar presente em alimentos como espinafre e brócolis, que não são laranja. A carotenemia não afeta os adultos, e isso porque como a comida do bebê precisa ser muito cozida e amassada para virar purê, esse processo acaba deixando a absorção do caroteno mais fácil. Ou seja, se seu filho consumir muito o ingrediente, o excesso será liberado por meio do suor, o que causa a coloração da pele. Os primeiros lugares a ficarem laranjas são nariz, palmas das mãos e solas dos pés.
➜ Quando se preocupar: “Honestamente, nunca. À medida que a criança cresce e a dieta dela muda, a cor laranja vai desbotando. Se você continuar a servir muitos alimentos ricos em beta-caroteno, a pele ficará laranja, mas essa condição é inofensiva”.

Não se preocupe! (Foto: Shutterstock)

SEM COCÔ POR DIAS
Não é nada agradável ver seu recém-nascido com dores e sem conseguir fazer cocô durante dias. Ele se esforça, se contorce e só consegue fazer um pouco – que ainda por cima sai mole. Mas antes de levá-lo ao hospital, lembre-se de que deixá-lo deitado pode tornar ainda mais difícil fazer cocô. “Os bebês ainda não sabem como controlar o esfíncter anal, que é o músculo que sustenta as fezes”, explica Rebecca Preziosi, pediatra do Centro Médico Sharp Rees-Stealy, em San Diego. Então, se liga: é normal para um bebê fazer cocô com menor frequência. E conforme ele for crescendo, o intestino fica mais eficiente e faz a digestão de maneira melhor.
➜ Quando se preocupar: “Vale conversar com o pediatra se o cocô do seu filho estiver muito duro ou se ele se parecer com pequenos grãos (esses são sinais de constipação). Procure um médico também se durante o primeiro mês o bebê não evacuar com frequência, já que essa condição pode ser sinal de um problema raro com os nervos que controlam o reto”.

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