Sem estresse! 7 dicas de como lidar com mau comportamento do seu filho fora de casa

Uma coisa lidar com esse tipo de comportamento do seu filho dentro de casa, mas em espaços públicos essas atitudes não são fáceis de resolver. Calma, separamos conselhos para te ajudar a driblar essa situação!

Resumo da Notícia

  • Não é fácil lidar com mau comportamento das crianças
  • Mas, mais difícil ainda é manter a calma quando seu filho age de forma inadequada em espaços públicos, como mercado ou shopping, por exemplo
  • Tente se lembrar que provavelmente ele não tem intenção de fazer mal ou te envergonhar

É difícil manter a calma quando seu filho age de forma inadequada ou faz birras, mas tente se lembrar que provavelmente ele não tem intenção de fazer mal ou te envergonhar. Ele ainda não sabe que cutucar o nariz no jantar em família, por exemplo, é falta de educação. “Os pais de crianças pequenas devem se preparar para alguns momentos um pouco vergonhosos de vez em quando”, diz Beth Teitelman, diretora do centro de cuidados parentais da 92nd Street Y em Nova York.

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As crianças entre os três anos de idade estão começando a expressar ideias e a se divertir com as habilidades físicas, mas ainda não perceberam que algumas coisas não são apropriadas para dizer ou fazer em público. É aí que a mãe e o pai precisam intervir, especialmente se as ações de seus filhos puderem ferir os sentimentos de outras pessoas ou até mesmo ferir alguém fisicamente. Definir limites pode ser complicado, especialmente para uma pessoa cuja energia e curiosidade parecem desafiá-los, mas tudo pode ser feito com eficácia e amor.

Saiba como lidar com a birra dos seus filhos fora de casa (Foto: iStock)

Não veja o comportamento rude do seu filho como um reflexo de suas habilidades parentais e tente ignorar os olhares furiosos de outros adultos, que são inevitáveis ​​se seu filho estiver, por exemplo, experimentando uvas no supermercado. “Sua obrigação é com o seu filho, não com os espectadores”, diz Teitelman.

Concentre-se em maneiras de corrigir o problema, com cuidado e sem culpas. “A punição pode deixar crianças de 2 anos se sentindo mal”, explica Douglas Gregory, M.D., um pediatra em Suffolk, Virginia. “Eles vão responder com medo ou agressão”, acrescenta. Aqui, especialistas em comportamento infantil compartilham dicas para lidar com sete situações hipotéticas, mas muito comuns.

1. É o aniversário de 6 anos do seu filho. Enquanto a avó o observa abrir o presente que ela deu, ele o joga de lado e pergunta o que mais tem

Você não deve achar muitas coisas sobre esta situação. Como as crianças não conseguem ter empatia por outras pessoas, elas dizem o que sentem – e são brutalmente honestas! Fale sobre o presente para seu filho e peça desculpas à avó dele mais tarde. E se ela está esperando por um grande abraço e um agradecimento, talvez ela esteja com expectativas demais.

“Comece a ensinar seu filho a pensar nos sentimentos dos outros, mesmo que isso vá contra seus impulsos”, diz S. Mark Kopta, Ph.D., presidente do departamento de psicologia da Universidade de Evansville, em Indiana. Você pode dar a ele uma breve repreensão na hora, mas depois, quando todos forem embora, tente a inversão de papéis. Sente seu filho na cadeira da avó e finja abrir o presente com a mesma reação que ele teve. Pergunte a seu filho como isso o faria se sentir.

2. Você está fazendo compras no shopping com sua filha de 3 anos. Ela implora que você visite a loja de brinquedos, depois insiste que você a compre um presente caro. Quando você diz não, ela faz uma cena bem no meio da loja

Levar uma criança a uma loja de brinquedos sem primeiro estabelecer limites é como entrar em um campo minado: espere por uma explosão. “A prevenção é a chave”, diz George Scarlett, Ph.D., especialista em desenvolvimento infantil da Tufts University.

Scarlett sugere que você converse com seu filho sobre as compras antes de você chegar no shopping, para que ele saiba o que esperar quando chegarem lá. Você pode dizer algo como: “Vamos ao shopping e tem uma loja de brinquedos lá. Podemos entrar hoje, mas não vamos comprar nada”.

Birras no mercado ou shopping: explique antes de sair ao seu filho que vocês não comprarão brinquedos para ele não criar expectativas (Foto: Getty Images)

E se você não fez essa conversa antes e seu filho está fazendo uma birra daquelas no shopping, como lidar? “Apague as luzes do palco para a criança e feche a cortina”, aconselha Kyle Pruett, M.D., professor clínico de psiquiatria infantil na Escola de Medicina da Universidade de Yale. Leve-o para fora da loja, mesmo que ela esteja chutando e gritando, e tenha o mínimo de interação possível com ele até que se acalme. “Não se dê ao trabalho de fazer sermão agora – ele não vai ouvir de qualquer maneira”, diz o Dr. Pruett. Depois que a birra terminar, você pode dizer algo como: “Isso foi difícil para nós dois. Agora vamos nos divertir.”

3. Você leva seu filho do jardim de infância a uma festa de aniversário e ele começa a mandar nas outras crianças

Primeiro, pergunte-se se esse é um comportamento típico da criança. Se não for característico, descubra se ele está com fome, cansado ou doente – condições que podem fazê-lo agir mal. Se você já viu esse tipo de comportamento antes, resista ao impulso de intervir: nessa situação, o melhor professor do seu filho podem ser os outros. Se você não intervir imediatamente, ele aprenderá com as outras crianças que não pode controlá-las. Eles não prestarão atenção nele e encontrarão outras crianças para brincar.

4. Seu filho de 4 anos chama a atenção em voz alta para a aparência física de um estranho e a pessoa parece envergonhada e ofendida

“Se seu filho está falando alto, responda em voz baixa”, aconselha Judith Leipzig, professora de educação infantil e fundamental na escola de graduação do Bank Street College of Education na cidade de Nova York. “Tente responder às perguntas com uma resposta simples e honesta.”

Por exemplo, se a pergunta for algo como: “Por que esse homem é tão gordo?” – não há problema em responder com “não sei” ou simplesmente “é assim que o corpo dele é”. Não exija que seu filho peça desculpas, ela aconselha. “Ele estava fazendo uma pergunta, procurando alguma garantia, não tentando aborrecer ninguém. E provavelmente não estava ciente de que a voz dele poderia ser ouvida por aqueles ao seu redor”, diz Leipzig. “Se você tem certeza de que o homem ouviu e está insultado, você pode pedir desculpas brevemente”.

Não faça seu filho pedir desculpas pela situação vergonhosa (Foto: GettyImages)

5. Assim que você chega ao parque, seu filho do jardim de infância, normalmente bem comportado, se transforma em uma criança que grita, empurra e joga areia nas outras

Aja assim que seu filho começar a perder o controle. Diga: “Você não pode jogar areia em outras crianças, mas talvez este menino queira construir um castelo com você”. Supervisione-o de perto. Se o mau comportamento não parar, leve-o para um banco isolado e sente-se em silêncio por alguns minutos. Não faça ameaças, simplesmente pergunte a ele: “Você pode me dizer quando estiver pronto para voltar e brincar direito?”. Mas se essas estratégias não fizerem diferença, o melhor é ir embora.

Da próxima vez que você for ao parquinho, discuta o que fazer e o que não fazer antes de sair de casa. Você também pode dar um passo adiante e pedir ao seu filho para que ele faça desenhos de crianças brincando comportadas e pendure a arte na parede.

Além disso, leve vários brinquedos de areia no lugar de apenas um. Isso incentiva as crianças a aprenderem a compartilhar e dividir as coisas, ao invés de brigar por um objeto cobiçado. Quando seu filho se comportar bem, dê a ele um grande ‘joinha’, diz Steven Friedfeld, psicoterapeuta infantil da cidade de Nova York. Seja o mais específico possível em seus elogios – você pode usar frases como: “Foi ótimo como você deixou aquela menina passar na sua frente na fila do escorregador”, para que ele saiba como agir da próxima vez.

6. Seu filho de 2 anos é ciumento com os brinquedos dele. Sempre que outras crianças tentam brincar com eles, ele os empurra

Não fique muito nervoso – seu filho está apenas exibindo um comportamento normal de criança, qualquer mãe de uma criança dessa idade pode reconhecer essa cena.

As crianças ainda estão aprendendo a compartilhar. Para minimizar o conflito, diga pacientemente ao seu filho que ele precisa revezar com as outras crianças ou tente desviar a atenção dele do brinquedo, sugere Scarlett. Para evitar o confronto, você pode pensar em levar dois brinquedos na próxima vez. Embora seja bom definir a base de compartilhamento, não espere milagres. “Leva-se de quatro a cinco anos para as crianças entenderem realmente o conceito de que compartilhar é bom”, diz Scarlett.

As crianças demoram para aprender e entender que compartilhar é algo bom (Foto: GettyImage)

7. Você vai a um restaurante para um jantar em família agradável. Em minutos, seu filho sai gritando e correndo

Diminua o nível de energia do seu filho, leve-o para dar uma volta no quarteirão ou leia uma história tranquila para ele dentro do carro. Quando você retornar ao restaurante, distraia-a com jogos. Quanto mais incluído seu filho se sentir, menor a probabilidade dele fazer uma cena.

Brincadeiras e conversas que envolvam as crianças também podem ajudar neste momento à mesa. “Mostramos aos nossos filhos três itens, como um pacote de açúcar, um saleiro e um guardanapo, e depois os pedimos para fechar os olhos enquanto escondemos um”, conta Tracy Bauer de Kirkwood, Missouri. “Eles se revezam tentando adivinhar o que está faltando. Isso geralmente os mantém entretidos até que a comida chegue”.

Como a fome e o tédio costumam gerar o mau comportamento, leve alguns petiscos saudáveis na bolsa ​​para as crianças  comerem enquanto vocês esperam pela refeição e alguns livros, brinquedos e lápis de cor para mantê-los ocupados. Crie o hábito de pedir a comida assim que se sentar e a conta quando a comida chegar.

Evite a birra antes que ela comece

  • Sempre mantenha as boas maneiras e linguagem agradável na sua casa, aconselha o psicólogo Edward Christophersen, Ph.D. Há a tentação de relaxar na sua casa e implantar os “modos de companhia” apenas em ocasiões especiais como visitas, mas isso é um erro. “Seu filho aprende imitando você”, explica ele. “Se você ocasionalmente usa palavrões quando estiver falando com seu parceiro, não espere que seu filho entenda que ele não pode praguejar”.
  • Tente incentivá-lo positivamente. “Não preste atenção apenas quando as crianças se comportam mal”, diz Christophersen. “Se seu filho está brincando bem ou conversando bem, incentive-o prestando atenção e interagindo com ele. Isso aumentará a autoestima e levará a um comportamento respeitoso”.
  • Conheça os limites do seu filho. “Lembre-se das  necessidades dele de desenvolvimento e temperamento”, diz a professora de educação Judith Leipzig. “Se você realmente precisa levar sua filha àquele casamento de um dia inteiro, que tal pensar numa babá ou alguém pra te ajudar? Isso vai compensar no longo prazo”.