Covid-19: Emirados Árabes Unidos aprovaram uso emergencial de vacina chinesa em linha de frente

Na última segunda-feira, o país avançou para a 3ª etapa de testes da vacina experimental que será aplicada em 15 mil pessoas que têm contato direto com o vírus

Resumo da Notícia

  • Emirados Árabes Unidos avançam para fase 3 de testes com a vacina experimental chinesa
  • Ela será disponibilizada à 15 mil pessoas da linha de frente contra o coronavírus do país
  • A China faz uso emergencial da vacina desde julho deste ano e tem tido bons resultados

Na última segunda-feira, 14 de setembro, o Ministro da Saúde e Prevenção dos Emirados Árabes Unidos, em uma coletiva, anunciou que havia sido aprovada uma vacina potencial contra a Covid-19 para trabalhadores da linha de frente contra o novo coronavírus, que é um passo em direção à erradicação da doença.

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Segundo a  CNN Brasil, a vacina chinesa da Sinopharm, como dito por Abdul Rahman Owais, é segura. “Estudos mostram que a vacina é eficiente e segura e mostrou uma resposta positiva na geração de anti-corpos”, ele ainda completou.

Sheik Abdulla bin Mohamed Al Hamed, o presidente do Departamento de Saúde do país, foi o primeiro a tomar a vacina, segundo o governo local. No entanto, a imunização é opcional e, nessa fase, é somente liberada aos trabalhadores que têm contato mais direto com o vírus, como garantiu Owais. Ele ainda acrescentou que 15 mil pessoas participarão dessa etapa da imunização.

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Emirados Árabes Unidos passam para 3ª fase de testes da vacina chinesa (Foto: iStock)

Como dito pela UOL, a vacina, que obteve apoio do governo dos Emirados Árabes Unidos, é a primeira dentre todas as opções de imunização que os testes avançam para a fase 3. Em nota, foi explicado o motivo pelo qual o país foi escolhido para realização do teste: “Os Emirados Árabes foram escolhidos já que no país vivem pessoas de 200 nacionalidades, que permite uma investigação profunda sobre grupos étnicos, incrementando a viabilidade para aplicação global”.

O anúncio

A vacina foi anunciada enquanto o ministro falava sobre a fase 3 de testes no país pela farmacêutica chinesa Sinopharm. No entanto, foi dito que ela não será disponibilizada a todos, mas sim àqueles que não têm como fazer a quarentena e estão mais propensos a contrair o vírus. O Estado atualmente tem 55.838 casos e 335 mortes e com a vacina espera que esse número pare de aumentar.

A China, desde julho, já faz “uso emergencial” das vacinas, para inclusive médicos com contato direto com pacientes contaminados. A vacina experimental foi desenvolvida pela “China National Biotec Group” (CNBG), também da empresa Sinopharm, e tem tido bons resultados, segundo eles.

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