Família

Estudo mostra que a maioria dos avós deixam os remédios perto do alcance dos netos

A pesquisa foi feita na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos

Ingrid Campiteli

Ingrid Campiteli ,filha de Sandra e Paulo

O estudo foi feito pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos (Foto: Reprodução / Getty Images)

De acordo com estudo na Universidade de Michigan, a grande maioria dos avós deixam os remédios em locais que os netos conseguem acessar. Em outubro de 2018, 2051 avós entre 50 e 80 anos com pelo menos um neto menor de 10 anos fizeram parte da pesquisa e a maioria afirmou que possuem medicamentos em casa, desde suplementos até substância controladas.

Cerca de 71% de avós mantem os medicamentos na embalagem original e o resto em caixas com divisórias que são mais fáceis de abrir. Apenas 1 a cada 20 avós afirmou deixar o remédio em algum móvel com tranca, cerca de 72% disse que colocam os medicamentos em prateleiras altas de armários destrancados e 7% deixam os remédios em uma mochila ou bolsa.

Dentre aqueles que visitam os netos, cerca de 72% levam os remédios na bolsa, 7% deixam os medicamentos em cima de um balcão e 7% guardam em armários com tranca.

Cresce cada vez mais o número de avós que criam os netos

E não é para menos que o número de avós criando crianças nos Estados Unidos cresceu nos últimos anos. A pesquisa foi realizada pela Conferência Nacional  da Academia Americana de Pediatria-2018 (AAP) e os índices continuam subindo!

O estudo compara um número significativo de crianças criadas tanto pelos avós quanto pelos pais, biológicos e adotivos. A conclusão foi que mães e pais não estão conseguindo cumprir com as responsabilidades da maternidade/paternidade, pedindo para os avós assumirem o papel de cuidar dos netos.

Por conta dessa responsabilidade, os avós podem acabar desenvolvendo problemas de saúde física e mental. Além disso, eles geralmente têm renda familiar abaixo da média, níveis mais baixos de educação e geralmente são solteiros.

Segundo o estudo, as crianças cuidadas pelos avós têm maior probabilidade sofrer experiências adversas na infância. Eles também podem ficar zangados e ansiosos com mudanças e perder a paciência mais facilmente.

A conclusão da pesquisa foi que não existe grande diferença entre a criação dos pais e dos avós.