Picada de inseto: tudo o que você precisa saber

Saiba quando é preciso se preocupar

Vamos tirar todas as suas dúvidas sobre picadas de inseto! (Foto: iStock)

Médico do departamento Materno-Infantil do Hospital Albert Einstein, dr. Claudio Len é nosso braço direito quando surge alguma dúvida sobre a saúde do seu filho. Ele contou pra gente tudo sobre as picadas de mosquitos e, agora, nós vamos te explicar tudo!

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Nos primeiros anos de vida as crianças estão mais expostas às picadas de alguns insetos como mosquitos, pulgas e formigas. É importante que os pais não “blindem” totalmente os seus filhos das picadas, pois a exposição ao longo da infância faz com que o organismo seja sensibilizado lentamente e fique menos suscetível a eventuais alergias, que tendem a diminuir espontaneamente por volta do quinto ou sexto ano de vida na maioria das pessoas.

No entanto, esta alergia, também chamada de estrófulo, pode persistir até a vida adulta. Felizmente, o sintoma mais comum relacionado a picadas de inseto é a coceira, que pode ser localizada ou espalhada pelo corpo. Na grande maioria dos casos o tratamento é desnecessário e restringe-se ao controle da coceira, com cremes ou remédios antialérgicos por via oral. Além disso, os pais devem manter as unhas dos seus filhos bem aparadas, para que não machuquem a pele ao coçar.

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Segundo o Dr. Cláudio, nem sempre os inseticidas e os repelentes são eficazes contra as picadas (Foto: iStock)

Caso isso aconteça, corre-se o risco de infecção secundária por bactérias. As reações mais graves, como o choque anafilático, são extremamente raras e estão relacionadas às picadas de abelhas, vespas ou marimbondos. Alguns sintomas indicativos da anafilaxia são a rouquidão e falta de ar minutos depois de uma picada.

Os pais devem procurar o serviço médico de urgência mais próximo na menor suspeita de anafilaxia. Alguns casos estão associados às infecções por vírus, como a dengue, o Zika vírus, a febre chicungunya e febre amarela, entre outras. Os pais devem estar atentos a essas doenças quando planejam viajar com os seus filhos para áreas com risco de contágio.

Portanto, o Dr. Cláudio recomenda que você consulte um pediatra sobre esse risco para que não aconteçam surpresas desagradáveis nos momentos de lazer. É importante lembrar que o uso de repelentes e inseticidas nem sempre garante a proteção total, e as crianças podem ficar expostas.

As alergias por conta das picadas podem trazer doenças como dengue, zika vírus, febre amarela, etc. (Foto: Getty Images)

A área do corpo em que minha filha leva picada de mosquito costuma ficar muito inchada, vermelha e demora dias para voltar ao normal. Isso é sintoma de alergia? Ela pode ser alérgica a outros insetos também? – Paloma Araújo, mãe de Alice
A presença de inchaço e vermelhidão no local de uma picada de mosquito sugere sim uma alergia e pode levar de dois a quatro dias para melhorar, dependendo da intensidade. Esse tipo de reação é muito comum em crianças, e não necessariamente indica que haja alergia a outros insetos. Vale ficar de olho.

Meu filho levou uma picada de formiga e ficou com o corpo todo manchado, empolado e até com a respiração ofegante. Passamos 12 horas no hospital e ele tomou remédio na veia. Daqui pra frente, como podemos protegê-lo? – Juliana Veneziano, mãe de Pedro
No caso de reação anafilática, com sintomas respiratórios, é fundamental que os pais levem os seus filhos imediatamente ao pronto-socorro para que recebam tratamento adequado, que inclui antialérgicos, corticosteroides e até mesmo adrenalina, nos casos mais graves.

Costumo passar repelente infantil nas orelhas do meu fi lho de 1 ano antes dele dormir, mas não aplico nas mãos e no rosto, pois tenho receio dele mexer nos olhos. Tem algum produto que possa ser usado no rosto? – Fernanda Almeida, mãe de Fabio
Reforço a recomendação para não “blindar” totalmente as crianças, assim vão se sensibilizando nos primeiros anos de vida. Na maioria das vezes os repelentes não causam alergias, mas o rosto é muito sensível e pode irritar. Para proteger a área, recomendo os repelentes “orgânicos”, que têm proteção variável, mas funcionam.

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