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Criança

Pediatras americanos criam dez regras para educar crianças sem agressões

Especialistas fazem alerta sobre tapas, humilhações e outros castigos físicos

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

(Foto: iStock)

Você já faz algum desses itens em casa? (Foto: iStock)

Os médicos dos Estados Unidos estão dispostos a acabar com as agressões como forma de educar as crianças em casa. Para eles, tapas, humilhações e gritarias fazem com que as crianças cresçam mais agressivas, afetando a autoestima e a capacidade cognitiva, além de trazerem prejuízos psicológicos.

Para evitar essas ações, os pediatras sugerem que os pais apliquem algumas regras para eles e para seus filhos, ajudando na mudança de comportamento e permitindo um desenvolvimento mais saudável. Confira como são essas regras.

1. Imitação: As crianças se espelham no comportamento dos pais, portanto, ensiná-las a diferença entre o bem e o mal com as suas atitudes pode fazer com que elas vejam as consequências desse comportamento.

2. Tenha limites na hora de impor normas às crianças: Você deve ser claro e realista para que seu filho te entenda, adapte a linguagem de acordo com a idade do seu filho, garantindo que ele cumpra suas tarefas.

3. Explique as consequências: Com paciência e tranquilidade, as crianças devem saber as consequências de seus atos. Por exemplo: “Se você não guardar seus brinquedos, vai ficar sem sobremesa”, ao invés disso, explique que caso ele não guarde seus brinquedos, não poderá brincar com eles depois. Portanto seja firme e não chantageie seu filho com algo que ele realmente necessita, como comida.

4. Ouça o seu filho: Espere seu filho terminar de contar o que está acontecendo. Falar com ele é importante, mas escutá-lo é fundamental.

5. Preste atenção: Prestar atenção ao comportamento do seu filho permite que você saiba como lidar quando ele estiver errado.

6. Reforce seus comportamentos positivos: Exalte as ações positivas de seu filho e evite focar nas negativas.

7. Ignore um mau comportamento: Por vezes, pode ser uma boa opção, já que a criança pode descobrir quais são as consequências de seu mau comportamento.

8. Esteja preparado para o confronto: Quando sabemos o que faz nossos filhos se comportarem mal, isso nos leva nos prevenirmos e reagirmos de uma maneira mais calma e firme.

9. Reconduza o mau comportamento. Muitas vezes nossos filhos se comportam mal porque estão entediados ou cansados. Procure uma atividade que faça a criança se divertir e se distrair.

10. “Cantinho do pensamento”: Apesar da controvérsia, os pediatras recomendam essa medida quando alguma norma estipulada se rompe. No entanto, é preciso avisar a criança antes de aplicá-la. Também é possível tentar fazer a criança administrar o tempo: “Vá para o seu quarto e só volte quando estiver mais calmo”.

Os médicos ainda acrescentam que, para educar sem tapas, gritos e humilhações, há 3 vertentes fundamentais: a escuta, que permite que a criança e os pais compreendam por que o mau comportamento ocorre; a empatia, para que pais e filhos se coloquem um no lugar do outro e o respeito, para um desenvolvimento saudável da criança e unir a relação familiar.

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