Pais

Mãe cria ONG para promover a inclusão de jovens com Síndrome de Down e a motivação é o filho

A Down é UP prova que o cromossomo a mais é do amor

Yulia Serra

Yulia Serra ,filha de Suzimar e Leopoldo

A principal motivação da mãe são os filhos (Foto: reprodução/Arquivo Pessoal)

A chegada de um bebê, muda a vida de uma mulher. Mas a chegada de Chico mudou Thaissa Alvarenga de um jeito que ela jamais imaginaria ser possível. Portador da Síndrome de Down, fez a mãe decidir trocar de profissão e se dedicar a levar apoio e informações a outras famílias.

Foi assim que fundou a ONG Down é UP. Por meio de várias ações, o projeto propaga a inclusão de jovens com Síndrome de Down no mercado de trabalho, educação e convívio social, mostrando que eles podem ser o que quiser, “mas dentro do próprio tempo”.

Thaissa aplica a experiência com Chico no trabalho. Todos os dias são de aprendizado, dedicação e amor. A mãe faz questão de enfatizar esse lado carinhoso do filho.

Assim como das outras filhas, Maria Clara de 3 anos, e Maria Antônia de 1 ano. Os irmãos cuidam sempre um do outro e essa troca ajuda muito no desenvolvimento do mais velho. “A família é o ponto principal de tudo!” afirma, e por isso, ela e o marido dedicam uma atenção especial às crianças.

Estar presente na vida deles é algo fundamental para a empresária. Esse desejo motivou a saída de uma grande empresa e a decisão de empreender, criando um negócio de eventos, a Thai Marketing, em um primeiro momento.

A ONG Down é UP surgiu mais tarde, sendo um portal de conteúdo sobre o tema para informar, dividir seu dia a dia com outras famílias e desmistificar a Síndrome de Down. Há quase 3 anos, ela prova que o cromossomo a mais é do amor.

Com um site, cursos EAD, eventos presenciais e projetos de inserção profissional, a iniciativa mobiliza outras mães para discutirem o tema. A vida continua corrida, mas agora ela tem horários mais flexíveis.  

Nesse processo, Thaissa também lembra da importância do acolhimento da escola e da verdadeira busca pela inclusão de Chico. Ele estuda em uma sala regular, mas tem um profissional que o acompanha nas atividades para melhor adaptação.

Junto a isso, a professora mantém contato com os pais, relatando como está sendo feito o trabalho. Para a empreendedora, essa troca faz toda a diferença. A irmã, Maria Clara, estuda na mesma escola e a proximidade entre eles também contribui para o crescimento do mais velho.

“Todos sabem o que está sendo trabalhado em cada lugar, quais estímulos estão sendo explorados e a partir disso auxiliam no desenvolvimento cognitivo e motor”, explica. Essa integração só vem para agregar.

Hoje, mãe de três e dona do próprio negócio, Thaissa divide seu tempo entre os cuidados com os filhos e o trabalho de inclusão. Ela espera expandir o projeto e já tem muitas ideias novas para pôr em prática.

Se a maternidade também despertou em você a vontade de criar um negócio, conte a sua história via direct e participe do projeto Nascer de Novo. Em parceria com a Brascol, queremos valorizar o empreendedorismo materno e compartilhar esses relatos por aqui.

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