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Precisamos falar sobre isso: depressão pós-parto atinge cerca de 35% das paulistanas

A pesquisa é do Instituto de Psicologia da USP

Izabel Gimenez

Izabel Gimenez ,filha de Laura e Décio

Depressão pós-parto atinge muitas mulheres (Foto: Getty Images)

O nascimento de um bebê normalmente é sinônimo de felicidade, mas nem sempre.  Apesar da depressão pós-parto estar cada vez mais sendo discutida, ainda não se fala tanto quanto é necessário. Ela existe e precisamos conversar sobre!

Existem vários motivos que podem  afetar a mulher e ocasionar uma depressão, por exemplo, a queda brusca de hormônios que acontece após o parto, fatores emocionais ou estilo de vida. Aproximadamente 60% das mães apresentam indícios ainda na gravidez, isso significa que muitas poderiam ser diagnosticadas antes, evitando futuros problemas.

Quanto mais sabemos sobre esses transtornos, mais aprendemos como identificá-los e tratá-los. Um dos principais sinais apontados pelo Instituto de Psicologia da USP é a falta de conexão que a mãe sente com o bebê, fora isso, deve-se tomar muito cuidado já que o suicídio também pode ser uma consequência da doença.

A depressão pós-parto atinge cerca de 10% a 15% das mulheres, o que preocupou o Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) foram os dados entre as paulistanas que mostraram que  32% a 35% delas são atingidas pela doença.

Alberto Guimarães, ginecologista, obstetra, explica que é comum o aparecimento dela em mães que planejaram ou, pelo menos, desejavam ter filhos.  “O medo de encarar a nova realidade e algumas deficiências hormonais podem ser indícios do surgimento da doença”, afirma o médico que é percursor do programa “Parto Sem Medo”, novo modelo de assistência à parturiente que realça o parto natural como um evento de máxima feminilidade onde a mulher e o bebê devem ser os protagonistas

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