Mãe toma susto ao descobrir gravidez na quarentena e faz relato: “39 semanas e em trabalho de parto”

Mariana Guidoni de Oliveira começou a sentir fortes dores nas costas e na barriga, mas evitou ir ao hospital por causa do coronavírus

Resumo da Notícia

  • Ela não sabia sobre a gravidez, pois estava menstruando normalmente
  • No hospital, ela descobriu estar com 39 semanas e em trabalho de parto
  • A mãe não havia comprado nada para o enxoval da criança
  • Ela fez um relato sobre todo o momento e o susto
O bebê pegou todo mundo de surpresa (Foto: Getty Images)

Mariana Guidoni de Oliveira, uma mãe de 30 anos, fez um relato após sentir dores insuportáveis nas costas, além das cólicas. Ela, que teve a primeira filha aos 21 anos, e a segunda aos 25, não imaginou que estaria grávida pela terceira vez.

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Na sexta-feira, 3 de abril, ela começou a sentir um desconforto muito grande na barriga, mas achou que fosse por causa da menstruação, que estava vindo regularmente. “Comentei com o meu marido, e tentei dormir. Mas não dava. Passei a madrugada com essa dor lancinante, que aumentava a cada minuto. Sem encontrar posição, virava para lá e para cá na tentativa de apaziguar aquele incômodo absurdo. Já estava amanhecendo quando as pontadas nas costas começaram também. Junto a ela, sentia uma enorme pressão na vagina“, contou à Marie Claire.

Quando o marido sugeriu que ela poderia estar grávida, Mariana achou engraçado, pois a menstruação não ficou atrasada durante todo o período. “No domingo de manhã, o incômodo voltou com ainda mais intensidade. Essa noite, pensei que morreria de tanto sofrimento.Tomei comprimidos, coloquei compressas quentes na barriga… Tudo. Mas nada adiantava, nem como alívio. Sem saber o que fazer, meu marido insistia em me levar ao hospital, mas concordamos que, em tempos de coronavírus, o melhor que tínhamos a fazer era esperar”, contou.

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A surpresa aconteceu na segunda-feira, após a mãe voltar a ficar mal depois do trabalho em casa. Pela noite, quando não aguentava mais as dores, ela ligou para a ginecologista e foi até o hospital. “Desliguei o telefone, catei minha máscara, o pote de álcool gel e fomos, meu marido e eu. Chegando lá, me encaminharam para o ultrassom. Entrei em desespero quando a médica encostou a ponteira do aparelho na minha barriga e se calou. Ela não conseguia disfarçar, só podia ser grave”, disse lembrando da situação.

Mariana contou que só lembra da médica falar: “‘Você está em trabalho de parto, com 39 semanas e dois dias’”. “Fiquei parada, em estado de choque. Márcio, que havia sido impedido de entrar no hospital e me esperava do lado de fora, foi chamado. Na minha frente, recebeu a notícia e ali ficou. Estatelado, por um tempo”.

Quando o susto passou, a mãe ficou muito feliz com a novidade (Foto: reprodução / Getty Images)

Internamente, a mulher começou a se questionar sobre a gravidez. “Como poderia estar grávida? Minha barriga estava normal, mole. Nem inchados os meus seios estavam. Não era marinheira de viagem, já tinha passado por duas gestações. Sabia exatamente como uma mulher grávida se sente”.

Após o susto, a ficha realmente caiu e ela ficou preocupada com a saúde do bebê. “Quando finalmente consegui reagir, veio o medo. Não havia feito o pré-natal, pintava meu cabelo frequentemente e continuava fazendo uso do anticoncepcional. ‘Será que meu bebê nasceria perfeito e com saúde?”.

Em meio à um turbilhão de sentimentos, Mariana e Márcio ficaram muito emocionados em saber que a família iria aumentar. “Terminei a ultra às 13h e me informaram que às 17h teria que estar de volta para fazer o parto, como todos outros, por cesariana. Portanto, tive menos de quatro horas para correr atrás de tudo para o bebê: fraldas, roupinhas, berço, chupeta, etc.— isso com o comércio fechado, por causa da quarentena”.

Os familiares e amigos também não ficaram de fora e ajudarem com toda correria. “Claro que me dá medo pensar que estou colocando uma criança no mundo em meio a toda a incerteza que ronda nosso planeta. Mas ganhei esse presente inesperado e sou grata por isso. Eu dei à luz uma criança que encheu nossa família de esperança e vida”, concluiu.

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