Notícias

Médico do “bebê que nasceu sem rosto” também foi negligente com outras crianças

Outros dois casos foram contados nesta quarta-feira

Cinthia Jardim

Cinthia Jardim ,filha de Luzinete e Marco

O médico será investigado por outros casos (Foto: Getty Images)

Na madrugada dessa quarta-feira, 23 de outubro, mais casos contra o médico Arthur Carvalho, que não viu as malformações de Rodrigo, o bebê que nasceu sem rosto, apareceram. A história foi divulgada pelo veículo, Correio da Manhã, e mostrou outras duas crianças que ficaram aos cuidados do homem.

Sara, de apenas 6 anos, nasceu com a “síndrome do coração esquerdo hipoplástica, uma malformação rara, que faz com que um dos lados do coração não se desenvolva corretamente. O problema poderia ser detectado por uma ecografia, o que não foi feito no momento da gestação da mãe. A menina precisou passar por diversas intervenções cirúrgicas, e uma vez quase teve um AVC, que paralisou a parte motora do lado esquerdo do corpo, de acordo com um familiar, em entrevista ao jornal.

Bruno, hoje com 21 anos, nasceu com “espinha bífida, que afeta o sistema nervoso e se desenvolve nos dois primeiros meses de gestação do bebê. De acordo com a mãe, Arthur realizou uma ecografia, mas “apenas por cinco minutos”, não conseguindo detectar o problema. Ele precisou passar por mais de 15 cirurgias e é incapacitado 80%. Para andar, Bruno precisa do auxílio de muletas e sofre com incontinência.

Entenda o caso

Os pais entraram com um processo contra o médico que acompanhou a gravidez (Foto: Getty Images)

Um caso médico de Portugal chamou a atenção do mundo nesta semana. Rodrigo, que tem pouco mais de uma semana de vida, nasceu sem os olhos, nariz e parte do crânio. A repercussão foi grande pois as más formações não foram detectadas pelo especialista que acompanhou a gravidez.

A família contou ao jornal Correio da Manhã que seguiu com o profissional durante os 9 meses, em que foram feitos 3 exames de ultrassom, mas que não teve nenhum feedback sobre a anomalia. Eles só tiveram conhecimento ao fazer uma ultrassonografia 5G em outro hospital.

Depois do alerta, retornaram para o pediatra que já os acompanhava, que não levou os resultados à sério e afirmou que não havia nenhuma complicação com o feto. A prova real veio no dia 7 de outubro, com o nascimento do bebê no Hospital de São Bernardo, em Setúbal.

Diante da situação, os médicos deram apenas algumas horas de vida para Rodrigo, mas ele superou e continua superando as expectativas de todos. O caso ganhou a imprensa quando os pais decidiram entrar com um processo judicial.

No momento, está sendo analisado pelo Ministério Público português. Até o momento, já foi descoberto que o obstetra possuía quatro processos além deste novo, mesmo assim continuava atuando. Não foram reveladas mais informações sobre as investigações.

O Hospital emitiu uma nota: “O acompanhamento da gravidez desta utente não foi efetuado no Centro Hospitalar de Setúbal (CHS). Os meios complementares de diagnóstico e terapêutica também não foram realizados no CHS. Apenas o parto da utente decorreu no CHS, tendo sido no momento detetada a situação”.

No texto, fizeram questão de enfatizar que todas as medidas que podem ser feitas estão sendo tomadas: “A criança e a família têm sido acompanhadas no Serviço de Pediatria com o apoio da Equipa Intra-Hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos Pediátricos do Centro Hospitalar de Setúbal”.

A mãe divulgou a primeira foto do filho

As más formações do bebê não foram identificadas na gravidez (Foto: reprodução / Impala)

Rodrigo, está completando duas semanas de vida nesta segunda-feira, 21 de outubro. Ele já consegue se alimentar por via de uma sonda e também já pode respirar sozinho. Apesar de ter perdido peso nos últimos dias, a tia do menino, Joana Simão, disse em entrevista ao site português, Impala, que a criança está estável.

Marlene, a mãe do bebê, compartilhou pelas redes sociais a primeira foto do filho. Rodrigo nasceu sem os olhos, nariz e parte do crânio. Junto ao marido, David, eles tem esperança de que o menino possa ter uma vida normal.

Leia também:

Mãe fica 54 horas em trabalho de parto e fala sobre negligência médica

Mais de 30 mães fazem protesto a favor de professora acusada de negligência: “Foi um caso isolado”

Bebê nasce sem pênis e hospital fala qual o estado de saúde dele