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De mãe pra mãe: estudo mostra como a troca de experiências com a sua amiga incentiva a amamentação

Os bebês são beneficiados diretamente

Emily Santos

Emily Santos ,filha de Maria Teresa e Francisco

(Foto: Getty Images)

Mães que trocam informações entre si sobre maternidade são mais beneficiadas do que parecem. Até os bebês dessas mulheres que compartilham experiências ganham. Isso porque um estudo feito pela Universidade La Trobe, na Austrália, e pelo Ringing Up About Breastfeeding Early (RUBY) do Royal Women’s Hospital descobriu que mesmo uma ligação telefônica faz com que o tempo de amamentação média do bebê aumente.

O estudo envolvendo 1.230 mulheres que haviam se tornado mães recentemente mostrou que aquelas que mantinham contato com amigas que já eram mães ou com outras voluntárias durante o período de amamentação do filho ficavam mais tempo amamentando.

Para analisar o resultado, os pesquisadores dividiram as voluntárias em dois grupos. Um deles tinha acesso a uma rede de apoio formada pelas demais voluntárias, enquanto o o outro receberam apenas as informações de pós-parto no hospital, que incentivavam o tempo mínimo de 6 meses para amamentação exclusiva do bebê.

O resultado mostrou que 75% das mães que telefonavam para as outras durante os dois primeiros anos de vida do filho passavam mais tempo amamentando, enquanto 69% as outras mães que só recebiam informações do hospital amamentaram os filhos durante os 6 meses.

Essa diferença de 6% no número final é bastante significativo, já que representa 180 mil bebês que não se mantiveram até os 6 meses de vida com amamentação exclusiva de leite materno.

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