Saúde

Chega de dúvidas: tudo sobre virose

Dr. Claudio Len é nosso braço direito quando surge alguma dúvida sobre a saúde do seu filho

Isabella Zacharias

Isabella Zacharias ,Filha de Aldenisa e Carlos

Vamos esclarecer todas as suas dúvidas! (Foto: Getty Images)

Dr. Claudio Len, pai de Fernando, Beatriz e Silvia, pediatra e nosso megaconsultor, formado pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. Dessa vez, ele veio tirar todas as nossas dúvidas sobre virose.

Sem dúvida, essa é uma das principais causas da visita ao consultório nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro – ao lado das infecções bacterianas. As viroses são processos infecciosos causados por diferentes tipos de vírus.

Geralmente são leves e duram de 3 a 5 dias, mas podem ser intensas e resultar em hospitalização para tratamento. Os sintomas incluem febre, moleza ou irritabilidade, náuseas e vômitos, além de diarreia líquida e dor abdominal. Na maioria das vezes o tratamento é sintomático, e consiste em repouso, hidratação por via oral e controle da febre e dos vômitos, com medicamentos já conhecidos pelos pais.

Apesar dessa relativa “simplicidade”, o diagnóstico clínico pode ser difícil, uma vez que os sintomas iniciais são semelhantes aos das infecções por bactérias, que costumam ser mais graves.

Em algumas situações são necessários exames de sangue, fezes e urina, para que o diagnóstico diferencial seja mais preciso. Outro aspecto que merece destaque é a contagiosidade dessas doenças. A chance de uma pessoa passar para outra é alta, pois os vírus são transmitidos por gotículas de saliva, fezes e até mesmo pelo contato simples, como um aperto de mão.

Recomendo que sejam tomadas providências básicas, como limpeza das mãos e distância de 1,5 metro da criança com virose, com o intuito de prevenir novos casos. A principal complicação é a desidratação, que consiste na perda de líquidos, por vômitos e diarreia, em uma quantidade superior que a ingesta. Os pais devem ficar atentos a essa possibilidade, cujos principais sinais são a hipoatividade (criança com aspecto de “maria-mole”) e a diminuição da produção de urina.

Tenho a impressão de que o contágio é maior no verão. Tem relação? – Giuliana Pierri, mãe de Victoria.
Muitas vezes confunde-se a infecção com a ingestão de alimentos e água contaminada, uma vez que alguns sintomas, como febre, diarreia, vômitos e dor abdominal estão presentes nas duas situações. No calor, há uma somatória do número de casos de viroses com o de intoxicações causadas por alimentos mal conservados e estragados, e de água do mar imprópria para o banho. A dica é ficar de olho na bandeira da praia, para ter certeza de que é própria para o banho, e evitar alimentos suspeitos.

Uma criança saudável pode ter quantos registros em um ano? – Leandro Nigre, pai de João Guilherme e do João Rafael.
Não há uma regra exata para o número de viroses por ano. Mas, de um modo geral, o registro de casos não costuma ser maior do que uma ou duas vezes – passar disso é raro, mas pode acontecer. Recomendo que evitem o contato com outras pessoas sabidamente com virose, uma vez que há risco de contágio, e abusem dos cuidados como lavar sempre as mãos antes das refeições e ter certeza da procedência da comida consumida pela família.

A virose pode oferecer risco maior ou perigo em bebês? – Kamila Castro, mãe de Benício e Joaquim.
De um modo geral as infecções costumam ser mais graves em crianças pequenas, especialmente menores de 6 meses. A chance de desidratação é maior e a presença de febre e/ou prostração até 3 meses, mesmo sem outros sintomas, é sempre mais preocupante. A possibilidade de uma infecção grave é maior, mesmo que ele pareça estar bem. Resumo: não hesite em ir ao médico caso o seu bebê tenha febre, prostração ou irritabilidade.

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