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Médico russo ajuda mãe brasileira de bebê com condição rara: “Posso fazer algo que não fazem nos EUA”

Luna nasceu com nevo melanocítico congênito

Letícia Vaneli

Letícia Vaneli ,filha de Alcides e Eugênia

(Foto: Reprodução/Instagram)

Carolina Fenner, que mora nos Estados Unidos, entrou em choque quando a filha, Luna, nasceu com uma mancha escura que cobria todo o rosto, formando uma espécie de máscara. Demorou alguns dias até descobrir que Luna veio ao mundo com uma condição rara chamada nevo melanocítico congênito.

“Além de parecer incomuns, eles representam um risco de degeneração maligna. As células da pele nessas áreas são anormais e podem se transformar em um melanoma maligno, que é um tipo de câncer de pele muito letal”, afirmou o Dr. Anthony Wolfe, cirurgião plástico pediátrico com o Hospital Infantil Nicklaus, em entrevista para o jornal americano ABC News.

(Foto: Reprodução/Instagram)

Em entrevista à Pais&Filhos, Carolina explicou um pouco mais da complicação da filha. “É uma doença muito rara que atinge até 2% da população mundial, mas a dela ainda é mais rara porque atinge uma área muito grande do rosto. Com o passar dos anos, quem não faz a cirurgia, pode ter vários problemas no futuro”, afirma. “Além dela poder desenvolver um câncer maligno a qualquer momento, é muito incômodo porque a pele é muito grossa e tem muitos pelos no rosto. Fora todo o preconceito que precisa enfrentar”.

A gestação de Carolina não teve maiores complicações e foi durante o nascimento de Luna que os pais descobriram sobre a doença da filha. Além do baque, faltou amparo e conhecimento da equipe médica do hospital. “Foi bem chocante. Eu fiquei muito mal, eu só consegui descer na UTI para ver a Luna no dia seguinte do nascimento. Como é uma doença muito rara, nem os próprios médicos sabiam muito sobre o assunto. Em uma semana que eu fiquei internada, porque tive algumas complicações, eles não falaram comigo. Eu fiquei muito assustada e confusa. Comecei a pesquisar tudo”, conta.

(Foto: reprodução / instagram)

Por não terem concordado com a sugestão de Dr. Wolf, a família foi atrás de outras opiniões para este caso. Eles se encontraram com vários médicos de diferentes partes do território norte-americano. A doença de Luna tem solução, mas a família corria contra o tempo. “Eu já passei por vários médicos, foi muito difícil. Foram mais de 8 médicos pelos Estados Unidos. Precisamos viajar e isso tem custos: passagem, hospedagem, consultas, etc. A média de cada cirurgia e custa cerca de 40 mil dólares e ela precisa de 6 ou 10 sessões. Eu estou brigando na justiça para que o plano de saúde ajude a custear. A gente está esperando, eu acredito que vamos ganhar, mas não temos tempo sobrando”, conta.

Apos idas e vindas em vários consultórios, um médico russo entrou em contato com os pais de Luna e informou que poderia ajudá-los. “Eu posso fazer algo que eles não fazem nos EUA”, informou o médico à famíliaCarolina não hesitou! Decidiu que vai pegar um avião e embarcar em um país onde ela não conhece ninguém, muito menos sabe a língua, mas seguiu o instinto materno

(Foto: Reprodução/ABC News)

“Vai fazer frio. Vou ficar sozinha. Meu marido estará aqui para trabalhar, mas vou tentar”, disse ela. “Você sabe, somos fortes.”Ela e o esposo organizaram um evento beneficente para arrecadar fundos para os custos do tratamento para a filha. No total, são cerca de 1 milhão e meio de reais que Luna precisa, além dos gastos extras. Para ajudar a menina, você pode ajudar doando qualquer valor clicando aqui.

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