Família

Laura, filha de Pedro Bial, mesmo vacinada, aparece com catapora faz um apelo

A menina tem apenas um ano

Maria Luiza Cardone

Maria Luiza Cardone ,Filha de Carla e Luiz

(Foto: Reprodução)

Que muitas crianças pegam catapora, todo mundo sabe; mas vacinadas, é uma surpresa. Neste sábado (26), Pedro Bial e a jornalista Maria Prata passaram por um susto enorme. Laura, filha de um ano do casal, pegou catapora mesmo vacinada.

A mãe aproveitou as suas contas nas redes sociais para contar o que aconteceu e fazer um apelo aos internautas. Maria pediu para que os pais vacinem seus filhos e explicou sua opinião sobre o tema. Confira o desabafo da jornalista:

(Foto: Reprodução / Instagram @mariaprata)

“Laura pegou catapora. Está bem branda, porque ela tomou vacina. Não coça, não tem febre. Mas ela pegou porque o vírus está aí, de volta, soltinho, assim como o do sarampo, que está matando bebês, e de tantas outras doenças ainda mais sérias que estão voltando junto à onda de pais que decidem por não vacinar seus filhos. Lembrem: ao não vacinar seus filhos, além de estarem optando por deixá-los correr riscos enormes, vocês estão também decidindo pela possibilidade de contagiar outras crianças. Laura tem sorte, é vacinada. Mas bebês mais novos, que ainda não foram vacinados, crianças com câncer, que sequer podem ser vacinadas, e outros tantos perfis (de adultos e crianças) também são afetados pela decisão de quem opta por não vacinar os próprios filhos. Não vacilem, vacinem”, escreveu.

Os seguidores demonstraram bastante preocupação e apoio na publicação. “Inacreditável! Até quando isso? Melhoras para Laura”, disse um. “Boa recuperação para a Laura e, sim, vacina é fundamental para o mundo. Há de se pensar no outro”, falou outra. “Maria Prata, melhoras para a docinho, Laurinha”, comentou uma terceira.

Saiba tudo sobre a catapora em crianças

(Foto: GettyImage)

Não tenho dúvidas em afirmar que as vacinas estão entre as principais descobertas da medicina em toda a história. Este pensamento é compartilhado pela maioria dos médicos, tendo em vista o número de pessoas que adoeciam ou morriam de doenças infecciosas que são cada vez mais raras nos dias de hoje.

Lembro que atendia muitas crianças com catapora nos meus primeiros anos como médico, na década de 1990. No entanto, depois da implantação da vacinação ao longo do segundo ano de vida, houve uma redução significativa do número de casos de catapora, especialmente os mais complicados.

Não me lembro de ter visto nos últimos anos alguma criança com catapora, fato este que me deixa feliz. Essa doença é infecciosa, causada pelo vírus varicela-zoster, que é facilmente transmitido. Os sintomas incluem febre e pequenas bolhas (vesículas) na pele e nas mucosas, que podem se espalhar para todo o corpo. Na maioria das vezes não provoca sequelas, mas pode ser intensa e grave, com comprometimento de órgãos internos, como sistema nervoso central e pulmões. O tratamento é sintomático, e inclui higiene da pele com água e sabão e o uso de antitérmicos, nos casos de febre.

Se eu pegasse catapora, poderia continuar a amamentação ou deveria interromper?

Lígia Virdes, mãe de Lucas e Catarina

As situações devem ser analisadas individualmente, mas nos casos de mulheres sem imunidade, a chance de transmissão é alta. Se a mãe fica doente 5 dias antes ou 2 dias depois do parto, o caso pode ser grave e são necessários cuidados, que incluem a interrupção da amamentação. Depois de 3 dias do parto, a contaminação tende a ser mais leve e o aleitamento pode ocorrer, desde que se tome cuidados como lavar as mãos e tampar as lesões. A única limitação é a presença de bolhas no mamilo ou próximo dele, o que aumenta a chance de transmissão.

 

De que maneira acontece o contágio? Existe algum tipo de precaução para bebês que ainda não têm a idade da vacina? 

Deborah Lazzari, mãe de Isaac

O contágio ocorre através do contato direto com as vesículas na pele ou pelas gotículas de saliva, e é mais comum na fase inicial da doença. Depois que as bolhas secam e tornam-se crostas (casquinhas), não há mais contágio. Com relação aos bebês, a melhor prevenção consiste em evitar o contato com pessoas com suspeita ou diagnóstico confirmado, uma vez que a vacinação contra a catapora é realizada apenas com 1 ano de idade na rede particular, e com 1 ano e 3 meses na rede pública.

 

O risco é maior em alguma idade? Qual a possibilidade de contágio mesmo com as vacinas em dia? 

Daniele Repzuk, mãe de Maria

É mais comum na infância, pois as crianças frequentam creches e escolas e estão mais expostas. No entanto, todas as pessoas que não tiveram a doença ou a vacina, têm risco de serem infectadas. Felizmente a imunização tem alto grau de proteção e reduz a chance de contrair a doença. Quem foi vacinado até pode pegar catapora, mas bem mais leve e com pouquíssimas bolhas. O principal objetivo da vacinação é proteger das formas mais graves da doença, com acometimento de órgãos internos e até com risco de morte em situações muito raras.

 

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