Médico faz episiotomia em mãe e causa consequências graves

Mia Hemstad compartilhou um relato chocante sobre o dia de seu parto e como o acontecimento impactou em sua vida

Mia não teve uma experiência boa com o parto (Foto: Reprodução / LoveWhatMatters)

A mãe Mia Hemstad compartilhou um relato chocante no site LoveWhatMatters sobre o dia de seu parto. O médico realizou uma episiotomia nela sem sua permissão. “Eu tinha tomado a anestesia epidural, então não senti o corte, mas ouvi. Parei no meio da contração, olhei para o médico de 50 anos e disse: O que foi que você fez?”, ela conta. O marido, parado ao lado dela e segurando sua mão, ficou espantado com a situação. “Por que você a cortou? Ela não lhe deu permissão para fazer isso!”, disse.

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Mia conta que todos na sala ficaram paralisados diante da ação do médico. Ela sentiu outra contração e fez mais força. O médico, então, puxou o menino Charlie para fora. Apesar de tentar se envolver no momento de segurar o filho pela primeira vez, Mia ainda estava tensa com o que tinha acontecido. Ela olhou novamente para o profissional e ele estava com uma cara de raiva, costurando-a sem ter muito cuidado. “Trinta minutos antes de parir meu filho, ele me disse: tenho que estar em um lugar às 19 horas, então é melhor que você faça esse parto rápido”, ela explica a justificativa do profissional. “Ele disse isso às 17h30min e tirou meu bebê de mim às 18h45min”.

Mia conta que a experiência traumática do nascimento de seu filho desencadeou em uma depressão e ansiedade pós-parto. Ela conta que não estava acostumada a falar sobre os sentimentos, então sua raiva, tristeza e ansiedade aumentavam dentro dela. “Meu marido não sabia como me ajudar, foi um ano confuso, solitário e assustador”, conta. “Mesmo nos dias que eu pensava que podia cumprir minhas tarefas, eu tomava banho, pegava a bolsa do meu filho e minha ansiedade aumentava”.

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O médico fez uma episiotomia sem a permissão dela (Foto: Reprodução / LoveWhatMatters)

Ela diz que vários questionamentos passavam por sua cabeça. “E se Charlie começasse a chorar sem parar enquanto eu estava dirigindo? E se ele sentisse fome enquanto estávamos fora e não tivesse um lugar para sentar e amamentar?”, relembra. “Essas perguntas me sufocavam até que eu me sentisse paralisada”.

Quando Charlie completou 1 ano de idade, a depressão e ansiedade pós-parto de Mia aumentaram. Ela começou a fazer vídeos no Youtube falando sobre sua jornada de saúde mental e isso a ajudou muito. “Comecei a me sentir eu mesma, mas uma nova versão, uma versão melhor e mais forte”, conta.

Mia engravidou pela segunda vez e, novamente, a depressão pós-parto a atingiu como um raio. Porém, dessa vez, ela optou por fazer terapia e acompanhamento profissional. Mia se sentiu muito melhor e disposta a lutar contra esse problema. Atualmente, ela é mãe de dois filhos lindos e saudáveis. “Sinto-me forte e empoderada. Amo meus filhos, mesmo nos dias mais difíceis. Ainda estou aprendendo a me amar, me perdoar e ser gentil comigo mesma e com meus filhos“, ela desabafa.

Mia finaliza o relato dizendo que decidiu compartilhar sua experiência para que outras mulheres saibam que isso pode ser resolvido. “Essa história é para mães que sentem que esse é um problema que não tem cura. Vocês são lutadores, vocês são incríveis, vocês são o que seus filhos precisam. Vocês merecem ajuda e vocês não estão sozinhas”, finaliza.

A família completa de Mia (Foto: Reprodução / LoveWhatMatters)

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