Férias de verão: dicas de cuidados e saúde para que nada atrapalhe a diversão da sua família

Ficar com a pele vermelha e dolorida de queimaduras de sol e picadas de inseto pode ser frustrante

 

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(Foto: Getty Images)

Chegou! E promete vir com força total a época mais quente do ano. As atividades ao livre estão mais do que liberadas, viagens à praia e diversão na piscina são só algumas das opções do que podem (e devem!) rolar nesse período. Mas, claro, todo cuidado é pouco. No calor é preciso ter atenção redobrada com os pequenos na água, já que em 2017 quase mil crianças morreram afogadas e mais de 200 foram hospitalizadas pelo mesmo motivo, segundo a ONG Criança Segura. Além disso, ainda tem as queimaduras de sol, as picadas de insetos e até mesmo as plantas que podem ser venenosas. E ainda tem a alimentação – porque, convenhamos, saco vazio não para em pé. Mas o que merece sua atenção é que, durante o verão as doenças causadas pela alimentação são muito mais comuns. Prova disso é que a cada 10 pessoas no mundo, uma se intoxica com alimentos contaminados, de acordo com um estudo da Organização  Mundial da Saúde, a OMS.

Ufa! A lista é grande, mas te ajudamos nessa. Separamos dicas para lidar as situações, porque férias boas são férias saudáveis.

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  • PROTETOR SOLAR NA VIDA REAL:

“Meu filho se contorce tanto que eu simplesmente não consigo passar o protetor!”

SOLUÇÃO:  Lembre-se: “Quanto mais você o cobre com roupas, menos protetor solar ele precisa”, diz Karyn Grossman, dermatologista em Los Angeles e Nova Iorque. Equipamentos de proteção como blusas térmicas de manga comprida podem ser uma ótima solução. Já para as partes expostas que restarem, use qualquer meio necessário para passar o filtro, até entregar o celular por alguns minutos para ele se distrair.

“Meu filho está cheio de areia”

SOLUÇÃO: Embale um pequeno frasco de talco de bebê na sua bolsa de praia – isso funciona como mágica para remover aquela areia teimosa da pele. Se você tem um bebê ou uma criança pequena, considere levar uma piscina inflável e encha-a com água para tirar a areia do seu filho.

“O filtro solar irrita o olho do meu filho”

SOLUÇÃO: Ao redor das áreas sensíveis, como os olhos, use protetor solar resistente à água. “A resistência impede que o filtro se dissolva e entre em contato com a umidade dos olhos”, aconselha o Dr. Grossman.

  • COMO IDENTIFICAR AS PLANTAS VENENOSAS:

Hera venenosa: Geralmente cresce em grupos de três folhas com formato amendoado e pontiagudo. Pode ser verde ou castanho avermelhado e crescer no chão, como arbusto, em meio a outras espécies, como trepadeira.

Carvalho venenoso: Ela é semelhante à hera venenosa, mas as folhas têm arestas recortadas de maneira desigual. Pode crescer como um arbusto ou como uma planta trepadeira. O carvalho venenoso oriental tem frutos com pelugem.

Sumagre venenosa: Normalmente ficam em arbustos ou árvores, como um arbusto. Suas folhas crescem em grupos de 7 a 13 por bando, têm bordas suaves e hastes vermelhas ramificadas no tronco principal.

Se mesmo assim você ou seu filho for vítima de uma dessas plantas, saiba o que fazer:

Limpe a área exposta com sabão e água morna o mais rápido possível. “Os venenos podem ser completamente lavados se você fizer isso em até 15 minutos de exposição”, diz Renee Miller, do Centro de Controle de Envenenamento do Medical Center, em Nashville. Os antialérgicos podem ajudar com a coceira, mas consulte seu pediatra para mais tratamentos.

  • CUIDADOS NA PISCINA

O afogamento é a principal causa de morte não intencional em crianças de até 4 anos – e a cada ano, mais de 300 meninos e meninas menores de 18 anos se afogam em uma piscina ou em uma banheira.

Escolha algum adulto para ser o “observador da piscina”: Pegue um chapéu legal e determine com os seus familiares que quem vestir o acessório é responsável por assistir às crianças se divertirem (mesmo que elas saibam nadar). A dica é revezar de hora em hora quem será o adulto responsável.

Inscreva seu filho nas aulas de natação: Nunca é cedo para começar a se sentir confortável na água. A Academia Americana de Pediatria recomenda, para a maioria das crianças, o início das aulas de natação aos 4 anos.

Não confie em boias em vez de colete salva-vidas: Durante as brincadeiras radicais e inesperadas das crianças, as boias podem facilmente murchar de repente e colocar seu filho em risco.

Proteja a sua própria piscina: Instale, em volta da sua piscina, uma cerca de pelo menos 1 metro de altura e que tenha um portão. Assim, é possível que a criança vá até a área da piscina sozinha e não corra o risco de se afogar ou sofrer algum acidente.

  • A SALVO DOS MOSQUITOS

Confie nessas 3 dicas para proteger a sua família.

Use o repelente certo: A Academia Americana de Pediatria (AAP) recomenda produtos com DEET, que protege contra o mosquito Aedes, que transmite zika, dengue e chikungunya. Crianças com 2 meses ou mais podem usar com segurança um repelente que tenha de 5% a 7% de DEET. Espalhe o repelente nas mãos, depois esfregue na pele do seu filho, tomando cuidado para evitar área dos olhos, nariz e boca.

Roupas adequadas: À noite ou quando existem muitos mosquitos por aí, cubra a criança com uma blusa de mangas compridas, calça longa e meias. Tecidos respiráveis, como os que são feitos de materiais de secagem rápida e usados por atletas, dificultam a ação dos mosquitos na pele. Em lugares e regiões de alto risco, talvez seja mais seguro optar por roupas que já tenham inseticida ou permetrina no tecido. “Quando um mosquito pousa em roupas com esse tipo de tecido, assim que voar novamente, vai morrer”, diz Jonathan, professor de medicina entomologia da Universidade de Florida, em Gainesville.

Proteja seu quintal: “Se você tiver um espaço aberto em casa, ter uma lanterna de mosquito que libera permetrina pode ser eficaz”, diz o Dr. Day. Não se preocupe com velas de citronela, tochas e lanternas – mesmo que pequena, a liberação do ingrediente já ajuda. Para áreas abertas, conte com a força do vento. “Quando a velocidade do ar é muito alta, os mosquitos ficam com dificuldade para voar”, explica.

 

  • COMIDA PARA A VIAGEM

Saco vazio não para em pé! A boa alimentação é fundamental durante o verão.

Estádio: Embora alto em calorias, os amendoins sustentam as crianças. Além disso, têm boa quantidade de proteína e fibra, e são superpráticos para levar na bolsa.

Piscina: Uma boa opção para alimentar seu filho naquele dia cansativo de piscina é um sanduíche de frango grelhado (desde que seja realmente peito de frango, não um hambúrguer).

Parque de diversões: Que tal pular o algodão doce e optar por um milho cozido? Mesmo que com manteiga, uma espiga de 20 cm chega a 200 calorias – e para melhorar, tem 6 gramas de proteína.

  • FIQUE DE OLHO NO QUE VOCÊS VÃO COMER

Doenças transmitidas por alimentos são mais comuns no verão, quando altas temperaturas aceleram o crescimento de bactérias e cozinhar ao ar livre (sem refrigeração ou encanamento interno) se torna mais comum.

NO CHURRASCO
Mantenha a carne crua e os legumes separados. Para ajudar a evitar contaminação, cada tipo de alimento precisa ter sua própria tábua, prato e talheres. Nunca sirva hambúrgueres mal cozidos. Para carne de porco e hambúrgueres de cordeiro, cozinhe a uma temperatura mínima de 71°C. Para pratos com frango ou outros tipos de aves, suba para no mínimo 75 °C.

NO ACAMPAMENTO
Prepare os ingredientes com antecedência. Pique frutas e vegetais, faça os hambúrgueres e frangos em casa. Depois, para transportar, coloque os itens em sacos selados e dentro de um cooler refrigerado e com gelo. Antes de embalá-los, refrigere cada um durante 30 minutos.

NO PIQUENIQUE
Regra número 1: não deixe a comida no sol. Alimentos perecíveis deixados em um local aberto por duas ou mais horas não devem ser consumidos, especialmente se eles tiverem maionese na receita. Se todo mundo comeu do mesmo pote de geleia ou manteiga, por exemplo, há uma boa chance deles terem sido contaminados por bactérias, então não os guarde.

  • TRUQUES DE VIAGEM QUE SALVAM VIDAS

Os acidentes de carro são mais comuns durante o verão já que as famílias costumam usar mais as estradas em viagens, especialistas em segurança separaram dicas de ouro para ter em mente quando você está dirigindo. Se liga!

Ajuste sua postura

Faça um esforço consciente para se sentar reto, porque sentar de forma confortável pode fazer com que você sinta sono. “As pessoas costumam sentar-se longe demais do volante e dos pedais”, diz Ben Collins, ex-piloto de Stock Car. “Suas pernas devem estar dobradas para que você possa exercer forte pressão no pedal do freio e os cotovelos precisam estar levemente dobrados para que você possa usar toda a sua força para virar o volante se necessário”.

Faça pausas
A cada duas horas troque de motorista ou faça uma rápida parada. Um truque infalível: água fresca! Já que ajuda a mantê-lo mais alerta e te força a fazer pausas para ir ao banheiro.

Ignore o celular
Falar ao telefone e dirigir sempre é perigoso. Imagine que é a mesma coisa de falar no telefone e assistir à TV, você corre o risco de perder algo em uma coisa ou outra. A região do cérebro que processa o movimento de imagens diminui sua atividade em até um terço quando você está falando no celular. Então, todo cuidado é pouco!

  • COMO LIDAR COM PICADA DE ABELHA

Tire o ferrão: Segure a pele, estique-a e puxe o ferrão para fora se ele estiver visível. Não aperte o ferrão, isso pode fazer com que você injete ainda mais veneno na pele.

Gelo: Ele vai ajudar a aliviar a coceira imediatamente e diminuir a propagação do veneno. Mantenha-o na pele por pelo menos dez minutos e até meia hora.

Remédios: Para aliviar a dor, você deve sempre conversar com o seu pediatra que irá indicar algum creme para diminuir o inchaço, vermelhidão e possíveis reações alérgicas.

  • DOR DE OUVIDO CAUSADA PELA ÁGUA

Essa é uma inflamação do exterior do canal auditivo e os sintomas são coceira e dor – especialmente quando mexer na orelha. Isso ocorre porque água e germes podem ficar presos no ouvido, por isso a AAP diz que manter os ouvidos secos é fundamental.

Use touca de banho ou tampões para os ouvidos quando seu filho for nadar em uma piscina, um lago ou no mar;

Seque os ouvidos com toalhas logo após aquele mergulho;

Incline a cabeça e puxe o lóbulo da orelha em diferentes direções para fazer a água escorrer;

Use um secador de cabelo em temperatura mais baixa e distante da orelha para dar uma aliviada;

Não use cotonetes para tentar remover a cera.

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